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Doraemon

"El gato cósmico!"

Quantos de nós relembram a sua infância ao ouvir esta frase? Lembro-me de chegar a casa para ir almoçar – andava na primária – e, assim que chegava a casa dos meus avós, pedia-lhes para colocarem no Canal Panda. As notícias só começavam às 13h e podia ver Doraemon. Começava às 12h30 e terminava às 13h. Eram três episódios de aventuras do Nobita: três desgraças que, invariavelmente, o Doraemon resolvia.

A história anda à volta de Doraemon, um robô-gato que foi enviado do futuro para ajudar o antepassado da família onde está, Nobita Nobi. Nobita é um garoto desastrado, azarado e mau aluno. Vive com os seus pais, tem uma paixão por Shizuka Minamoto e é frequentemente atormentado por Suneo Honekawa e Takeshi Gouda (conhecido como Gigante).

Os episódios retratam frequentemente um Nobita que se mete em sarilhos e corre para o Doraemon o ajudar. Após Doraemon usar a sua bolsa mágica para retirar uma invenção maravilhosa, Nobita usa-a (quase sempre com consequências catastróficas) e é Doraemon quem tem, a maioria das vezes, que o salvar.

Surge inicialmente como mangá no Japão em 1969, escrita e ilustrada por Fujiko F. Fujio. Inicialmente apareceu em seis revistas mensais para crianças publicadas por Shogagukan.

Desde a sua estreia, as histórias foram incluídas em quarenta e cinco volumes de mangá. Em 2005 Shogakukan publicou mais seis volumes de mangá com o título Doraemon+.

Foram lançadas duas séries de mangá bilingues – Inglês e Japonês – e também versões áudio. Mais tarde, em 2013, as produções de Fujiko Fujio anunciaram que iriam colaborar com um editor de ebooks para lançar uma versão do mangá digital a cores. Foram lançados mais de duzentos volumes. É uma das mangas mais bem-sucedidas no mundo, tendo vendido mais de cem milhões de cópias até 2015.

Em março de 2008, o ministro japonês dos negócios estrangeiros nomeou Doraemon como o primeiro “embaixador de anime” do país, já que ajuda a população de outros países entender o anime melhor e aprofundar o seu interesse na cultura japonesa.

O anime surge em 1979 pelo estúdio Shin-Ei Animation e termina em março de 2005, com 1787 episódios. Em abril de 2015, no entanto, surge uma nova série de Doraemon, intitulada Doraemon Gadget Cat from the Future. Em 2014, foi feito um acordo entre o canal Disney e a companhia TV Asahi Corporation para trazer a série de 2005 para os Estados Unidos da América.

Além de fazer alterações de nomes, o canal Disney tentou “americanizar” o anime, alterando o dinheiro (yen para dólares), a localização do anime (de uma cidade em Tóquio para uma cidade no estado da Carolina do Norte) e alterações em objectos (invés de pauzinhos, colocaram garfos). Apesar da resposta ter sido positiva, houve muita controvérsia em relação à alteração do ambiente japonês.

Além da mangá e do anime, foram feitos vários filmes que, conjuntamente, venderam mais de 113 milhões de bilhetes no Japão, ultrapassando Godzilla como a franchise de filmes que mais lucrou.

Entre 1979 e a data de hoje, foram lançados trinta e oito filmes baseados nos animes. Está previsto a publicação de um trigésimo nono em março de 2019.

Além destes, foi lançado o Stand by me Doraemon em 2014, um filme que vos recomendo vivamente. Forcei o meu namorado a ver comigo e posso dizer-vos que chorei um pouco. Este filme junta várias pequenas histórias e uma nova: a primeira vez que Doraemon apareceu ao Nobita e a sua despedida.

Um dos “episódios” que mais me marcou foi o nascimento do Doraemon. É um curto filme de meia hora que está disponível no Youtube. Nele vemos a criação do Doraemon, numa fábrica, até ao momento em que vai viver com a família Nobi. Finalmente, entendemos porque é que ele é azul e porque não tem orelhas, ao contrário da sua irmã e companheiros.

Conhecemos os amigos que Doraemon tinha, uma linda gata e dois gatos robô que costumavam aterrorizá-lo. Reconhecem algo?

Além dos filmes, do anime e do mangá, foram lançados dezenas de jogos para várias plataformas (Super Cassete Vision, Nintendo 64, Nintendo DS, Nintendo 3DS, Gameboy Advance, Wii, Playstation, Sega Pico, entre outros) e vário merchandise como brinquedos, roupa, malas, etc.

Lembro-me claramente que tinha uma mochila e um estojo com o Doraemon na primária. Hoje em dia, tenho bonecos e um ponto cruz a enfeitar o meu quarto. De vez em quando, revejo o anime ou leio a mangá. Fico sempre com um sentimento agridoce: felicidade por estar a ver e saudades dos tempos mais fáceis, os tempos em que saía da escola a correr para poder almoçar a ver Doraemon, o regresso à escola e a posterior corrida para casa para chegar a tempo do episódio das 19.30.

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Maria Capitão

Licenciada em Estudos Clássicos, passo o meu tempo livre a ler livros, ver séries e filmes e a ser voluntária numa associação de animais. Adoro jogar videojogos, jogos de cartas e de tabuleiros com amigos.

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