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De onde vem a inspiração dos artistas?

Em vários artistas e obras, o subconsciente é o espaço que inspira as criações.
De que forma a arte é, muitas vezes, um reflexo do nosso subconsciente?

Afinal, o que é “Arte”? Arte, é um termo que provém do latim “ars” e que, de uma forma muito sucinta, significa habilidade.

Embora não haja propriamente consenso no que diz respeito à enumeração das artes, estas estão listadas desde o início do século XX pela mão de Riccioto Canudo, um intelectual, teórico e crítico de cinema, de nacionalidade italiana, através do seu “Manifesto das sete artes e Estética da sétima arte”, esta última, o cinema, talvez seja a mais conhecida por ser aquela que mais vezes é referida, até pelos galardões que anualmente são atribuídos.

Mas há mais artes, embora seja raro referirem-se às mesmas pela sua numeração. A sua ordem numérica foi atribuída aleatoriamente e nada tem a ver com a sua importância e, todas elas, são consideradas formas de expressão.

Com o tempo, a lista das artes foi crescendo e, nos dias de hoje, outras formas de expressão como a fotografia, a banda desenhada ou os videojogos foram incluídos.

Assim, uma das possíveis enumerações é como segue:

  • 1ª Arte – Música (som);
  • 2ª Arte – Dança/Coreografia (movimento);
  • 3ª Arte – Pintura (cor);
  • 4ª Arte – Escultura (volume);
  • 5ª Arte – Teatro (representação);
  • 6ª Arte – Literatura (palavra);
  • 7ª Arte – Cinema (integra os elementos das artes anteriores mais a 8ª e no cinema de animação a 9ª);
  • 8ª Arte – Fotografia (imagem);
  • 9ª Arte – Banda desenhada (cor, palavra, imagem);
  • 10ª Arte – Jogos de computador e de Vídeo (alguns jogos integram elementos de todas as artes anteriores somado a 11ª, porém no mínimo, ele integra as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª arte somadas a 11ª desde a Terceira Geração dos Videogames);
  • 11ª Arte – Arte digital (integra artes gráficas computadorizadas 2D, 3D e programação).

Podemos expressar-nos verbalmente, por gestos e, mesmo em silêncio, o nosso corpo pode emitir sinais e expressar-se. Até a dança, sim a dança, como já vimos, é uma forma de expressão.

Há quem escolha as palavras para exprimir as suas ideias, a suas alegrias, os seus medos, as suas frustrações, através de textos em prosa, em poesia, em forma de conto ou de romance. Outros há que preferem expressar-se através da pintura, da fotografia, da escultura, do teatro, onde, encarnando um personagem, essa expressão se torna mais fácil, e até através da música.

Uma questão que habitualmente se coloca é: será a arte um reflexo do subconsciente do artista?

É difícil dissociar a arte do artista. Este último, ainda que inadvertidamente, porá sempre um pouco de si na sua arte e torná-la-á sua, ao ponto de muitas vezes, ser inequivocamente reconhecida.

São inúmeras as vezes em que reconhecermos a música ou o cantor logo no primeiro acorde, ou que ao observar uma pintura, conseguimos reconhecer o seu autor.

Será tudo fruto de si mesmo, do seu consciente ou do seu subconsciente, ou poderá o artista sofrer influências externas?

Um artista pode, por um lado, usar a sua arte como forma de desabafo, de exorcismo até e, nestes casos, será muito provavelmente um reflexo do seu subconsciente. Pode, por outro lado, querer eternizar um momento ou ainda querer conectar-se com o seu público, expressando-se sobre um tema da actualidade e/ou sensível.

A arte é também muitas vezes usada como forma de alerta, de aviso, de chamada de atenção, sendo que nestes casos será expressa de uma forma perfeitamente consciente e/ou propositada.

No entanto, muito raramente, aquilo que artista sente será o mesmo que sentirá quem o observa.

Nesse contexto, o que será do artista sem o seu público? Quantos exemplos temos de artistas que só lhes foi dado o seu devido valor depois de já não estarem entre nós?

O mais importante em todas as formas de arte e de expressão, é o artista ter a capacidade de conseguir provocar sensações em quem o vê, o lê, ou o ouve. Que seria de um palhaço se não tivesse a capacidade de fazer rir a criançada? O que seria de um pintor ou de um escritor cujo trabalho não nos transportasse para outra dimensão ou não nos fizesse sonhar?

O que seria de um músico que não nos pusesse um sorriso nos lábios, com pele de galinha ou até com vontade de o acompanhar a cantar e a dançar? O que seria de um actor que, ao representar o papel mais triste, não conseguisse arrancar-nos uma lágrima?

Reconheço que estou a colocar muita responsabilidade no artista quando, na verdade, e frequentemente, é a insensibilidade do público que impera. Num mundo cada vez mais frio, repleto de crueldade e ignorância, onde as banalidade e as obscenidades reinam, a responsabilidade dos verdadeiros artistas está indubitavelmente incrementada.

Quero e preciso de acreditar que ainda há muita gente (leia-se artistas) com valor espalhada pelo mundo e que, com a sua sensibilidade e visão, continuarão certamente essa missão quase impossível de nos fazer “sentir” e sonhar.

Fonte: https://musicas-e-livros10.webnode.page/manifesto-das-sete-artes/

Nota: Este artigo foi escrito seguindo as regras do antigo acordo ortográfico.

Foto de Steve Johnson: pexels-photo-1109354

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