Changes. Uma reinvenção no tempo.

Inicio a jornada em direcção a um universo desconhecido e enigmático. Parto numa descoberta rica sobre tudo aquilo que inspirou tantas gerações. Sobre quem despertou grandes paixões um pouco por todo o mundo.

É difícil, direi mesmo praticamente impossível, ouvir-se falar mal dele. Foram tantas e tão diversas as personagens que encarnou que cada um de nós acaba por ter o seu David Bowie.

Deambulando entre o irreverente e o fascinante, Bowie foi cultivando uma imagem de mudança constante, dele e da forma como foi tirando partida da sua experiência por cá.

Quem foi acompanhando o seu percurso afirma que mais do que camaleónico, David Robert Jones foi uma reinvenção permanente. Major Tom o astronauta, Pierrot a grande referência da cultura pop e Ziggy StarDust o mensageiro extraterrestre foram só alguns dos papeis que desempenhou. Este último, de tão polémico que se tornou, teve até direito a um evento que culminou com a sua morte. Sim, David Bowie organizou uma festa que culminou com a morte de uma das personagens por ele criadas. Cada um dos pseudónimos transformaram David Bowie num artista inigualável e complexo, impossível de se replicar.

Foi-se descortinando ao longo dos anos em várias facetas, cativando pela forma arrebatadoramente diferente de se adaptar às mudanças pelas quais passou. Construiu-se e desconstruiu-se inúmeras vezes ao longo da carreira e assim foi marcando a vida de muita gente com fragmentos da sua própria história.

Foi dos primeiros artistas pop a incorporar uma liberdade de estar: fomentou a liberdade sexual, definiu tendências, criou e acabou com estilos. Reinventou na moda, no cinema, na música. Quem por ele passou, deixou-se inspirar. Carismático, terno e calmo, é assim descrito por muitos. A admiração arrepiante toma conta dos “devotos” com quem falei sobre David Bowie.

A minha descoberta culmina, então, com a certeza de que o tempo passa, mas a mudança que este ícone trouxe permanece e não tem fim à vista. Ultrapassando barreiras e gerações, deixa um legado forte que certamente irá continuar a conquistar linhagens vindouras.

Strange fascination, fascinating me. Changes are taking the pace I´m going through.” David Bowie não se pode mais deixar fascinar mas a mim já me cativou. Fica a vontade de me deixar contagiar cada vez mais e de me deixar embalar nesta dimensão intemporal.

Share this article
Shareable URL
Prev Post

WWE: Antes, Agora e Sempre!

Next Post

Qual o real problema da nossa Banca?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Read next

A Mulher Falcão

Filmes bonitos que vêm de longe, da infância, e deixaram de caber num presente demasiado concreto, postiço,…

Simba vs Kimba

“O Rei Leão” de 1994 é, sem sombra de dúvida, o meu filme preferido de sempre e dúvido que alguma vez venha a…