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“Assassinos da Lua das Flores”

Neste filme de cerca de três horas e meia, presenciei uma realidade da história dos Estados Unidos da América que até então desconhecia.

A descoberta de petróleo em terras do povo Osage (índios) levou, na década de 1920, à chegada de brancos à região, onde os índios detinham toda a riqueza.

A história é centrada em Ernest Burkhart (protagonizado por Leonardo DiCaprio), que regressa aos Estados Unidos, depois da Primeira Guerra Mundial, e fica alojado em casa do seu tio William Hale (protagonizado por Robert De Niro), o qual se trata de um homem influente junto do povo Osage.

Ernest conhece Mollie (protagonizada por Lily Gladstone), nativa que detém os direitos sobre os depósitos petrolíferos nas suas terras. Pese embora se perceba desde cedo que o interesse dos brancos é a riqueza dos nativos, o relacionamento entre Ernest e Mollie leva-nos a crer que o amor supera a ganância.

Talvez por desconhecer a verdadeira história por detrás da ficção (e desculpem a minha ignorância), fui acreditando que Ernest se apaixonou verdadeiramente por Mollie.

No entanto, fui percebendo que a maior parte das mulheres nativas, como Mollie, são detentoras de direitos sobre os depósitos petrolíferos nas suas terras e contraem matrimónio com homens brancos.

Fui ainda surpreendida com a premeditação de um esquema que pressupunha a aniquilação do povo Osage. Os nativos começam a morrer prematuramente, ora de doença, ora em circunstâncias misteriosas, mortes que ninguém investiga, mesmo em casos de evidente homicídio.

Dado o meu desconhecimento sobre o assunto, dediquei-me a pesquisar mais acerca da verdadeira história. Fiquei chocada com o facto de este filme representar a violência, a ganância e inclemência dos americanos com o povo Osage.

A personagem interpretada por Robert De Niro, William Hale, foi um homem que se fazia passar por amigo e protetor do povo Osage mas que, na realidade, perpetuou e premeditou uma série de assassinatos que ficou conhecido como o Assassinatos dos índios Osage.

Apenas com a investigação do Bureau of Investigation (BOI), agência que precedeu a criação do atual FBI, os assassinatos dos Índios Osage foram descobertos.

Suspeita-se que tenham sido assassinados centenas de nativos do povo Osage.

A ganância, ambição e avidez do homem é retratada neste filme de forma visceral e revoltante.

Choca-me como a luta pelo poder, pela superioridade e pela riqueza, se centre, para alguns, como o único objetivo de vida, de tal modo que, não olham a meios para atingir os seus fins.

E, passem os anos que passarem ou estejamos em tempos distintos, ainda nos deparamos todos os dias com essa ganância.

Seja com guerras, com interesses económicos que prejudicam os mais desfavorecidos, ou apenas com a vizinha do lado que discute por meio metro de terreno.

O que me faz relembrar mais ainda que daqui a cem anos o terreno da vizinha ainda cá está, mas ela não.

De qualquer modo, apesar das três horas e meia de filme e mesmo para quem já conheça a história, é realmente interessante visualizar e sentir o desespero das personagens que personificam as verdadeiras pessoas que sofreram aquele massacre e a crueldade que o ser humano é capaz de atingir com os seus atos.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Antigo Acordo Ortográfico
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