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As Sufragistas

Estamos em inícios do séc. XX e a democracia já um sistema político que funciona nos países mais desenvolvidos. Contudo apresentava algumas falhas. Metade da população tinha liberdade de voto e à livre opinião. A outra metade não. Essa fração pertencia às mulheres que não tinham o direito de participar de forma ativa no sistema político. Tal regime não era justo, a desigualdade social e os complexos sexistas eram evidentes. As mulheres não eram vistas com capacidade intelectual de liderança, e segundo os opinantes da época, só traziam conflitos e indecisões. Apesar de no filme aparentar, a Inglaterra não foi o país pioneiro no direito ao voto feminino. Esse título foi atribuído à Nova Zelândia em 1893, seguindo-se da Austrália e Finlândia. Devido ao conservadorismo e ao regime demasiadamente monárquico, na Inglaterra, as mulheres tiveram mais dificuldade de emancipação. As apelidadas de sufragistas, gritavam em plena praça pública os seus direitos, faziam manifestações, ataques de vandalismo, mas nunca eram ouvidas. A luta feminina foi até pacífica, e não apresentou perigo para os civis. Após décadas em protesto, só em 1918 conseguiram o direito ao voto, mas com limitações. Apenas 1932 as mulheres conseguiram a merecida igualdade, a mesma do que os homens.

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As Sufragistas” apresenta a história fictícia de Maud Watts (Carey Mulligan), um exemplo de puro sacrifício. Uma jovem mulher que toda a vida se sujeitou ao poder dos homens, perde o filho devido à lei. Este foi o seu “gatilho” para continuar a lutar. Além de Carey Mulligan, que manteve um papel mais maduro, daqueles que vimos em “O Grande Gatsby” e “Uma Outra Educação, junta-se Helena Boham Carter também com uma personagem fictícia e Meryl Streep que interpretou a verdadeira e inspiradora Srª Pankhurst. Este filme iludiu-me um pouco, no cartaz Meryl Streep tem o destaque merecido, mas no filme não. Apenas numa sequência carismática podemos assistir ao papel da atriz, esperávamos mais. Outro factor que fiquei um pouco desagradada foi à utilização do pouco realismo para esta obra cinematográfica. Foram várias as mulheres que participaram nesta luta, contudo só apenas dois factos verídicos foram retratados. Apesar do trama se manter dramático e humano, a história não foi real. Faltou a essência neste trama. A realizadora Sarah Gavron focou-se no espírito desequilibrado da época, numa demanda que parecia não ter fim. Dramas pessoais, políticos, sociais e familiares são discutidos neste filme.  De uma forma geral compreendemos o sacrifício daquelas mulheres. Eram presas, desonradas e intimidadas, mas mesmo assim continuaram a lutar. Mantinham-se coerentes perante as suas decisões, mesmo quando sujeitavam-se à greve de fome. “Suffragette” é um filme coerente e verídico de uma temática pouco retratada. 

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Comments 1
  1. Excelente crítica, de um filme que toda a gente devia ver, para lembrar que nem todos os direitos que hoje tomamos como garantidos caíram do céu.

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