România é um nome vivo ainda, nos dias de hoje, e está ligado à comunidade de línguas derivadas do latim. Chama-se România Nova ás regiões que foram colonizadas pelos europeus a partir do século XVI e onde o português, o castelhano ou o francês continuam a ser falados. Por outro lado, onde já não se fala nenhuma língua românica, mas foi região de romanização, tem o nome de România Submersa.
Podemos considerar que a România actual seja dividida em várias áreas, segundo as suas afinidades linguísticas e geográficas, do seguinte modo:
Ibero-românica, que inclui as línguas e os dialectos peninsulares, excepto o basco e que se subdivide em:
A) ocidental: galego e português
B) central: castelhano ou espanhol, com as variantes peninsulares e americanas
Os dialectos peninsulares estão ainda subdivididos em:
- nordeste: navarro e aragonês
- norte e noroeste: asturiano
- centro: leonês e castelhano
- centro-oeste: extremenho
- sul: andaluz e murciano
- ilhas: canário
Fora da península ibérica encontramos:
- caribenho: Porto Rico, São Domingos e Cuba
- centro-americano: México
- sul-americano
- espanhol das Filipinas
- judeu-espanhol ou sefardita ou ladino
C) oriental: catalão ou catalá-valenciá
Divide-se em 4 grupos principais:
- catalão-rossilhonense
- valenciano
- baleárico
- algherense
Galo-românica, que inclui variantes do romanz falado na antiga Gália e onde são faladas 3 línguas diferentes.
A) francês ou langue d´oil que inclui os seguintes dialectos:
- berrichon
- pointevin
- saintongeais
- vendéen
- normando
- picardo
- valão
- loreno
B) provençal que inclui:
- provençal antigo ou langue d´oc
- mistralien
- occitano
C) franco-provençal, que tem várias variantes com a ditongação do “á”
Reto-românica, que se encontram próximas geograficamente:
- romansh
- ladino
- friulano
Italo-românica, agrupa os conjuntos de dialectos neolatinos falados na Itália e nas Ilhas da Córsega e da Sardenha que se subdividem em:
A) setentrional:
- piemontês
- lombardo
- ligure
- veneziano
- emiliano
B) central:
- manchigiano
- toscano
- corso
- úmbrico
- romano
C) meridional:
- abruzzese
- campaniano
- apuliano
- lucariano
- calabrês
- siciliano
Sardo, um dialecto considerado degenerado do italiano e subdivide-se em:
- central ou logudonês
- meridional ou campidanês
- setentrional
Balcano-românica, que engloba duas línguas normalizadas:
- romeno
- moldavo – em caracteres cirílicos
com os respectivos dialectos:
– daco-romeno
– megleno-romeno
– macedo-romeno
– istro-romeno
Na România Submersa, o latim não conseguiu dominar as línguas que estavam implantadas. As áreas de romanização insuficiente foram a Britannia, falando o anglo-normando, a Germania, a Panónia e Cartago e as línguas perdidas são o Dalmata e o Mocárabe.
Quanto ao latim, propriamente dito, pertence ao grupo indo-europeu onde se juntam outras famílias, como segue:
- céltico – bretão, galês, escocês, irlandês
- itálico – latim – português, castelhano, catalão, provençal, francês, franco-provençal. reto-românico, italiano, romeno, sardo
- osco-umbro
- grego
- germânico – nórdico – islandês, dinamarquês, sueco, norueguês
– alto germânico – alemão
– baixo germânico – holandês e inglês
- báltico- lituano
- eslavo – russo, polaco, checo, búlgaro, servo-croata
- indo-iraniano – persa
– sâncrito – romani, hindi, undu, bengalês, cingalês
- arménio
- albanês
- hitita
Pensa-se que o indo-europeu teve as suas origens cerca de 5000 anos antes de Cristo, num povo localizado no sudeste da Rússia. Este povo iniciou uma deslocação para ocidente, em 3 vagas, que demoraram cerca de 1500 anos, vindo a fixar-se nas planícies do Báltico até ao Danúbio e aos Balcãs. depois as migrações continuaram e regressaram à origem. Mais tarde deu-se uma separação, em duas famílias que rumaram em sentidos diferentes: Índia e Europa Oriental.
Até chegar aos nossos tempos houve uma deslocação em várias direcções, o que permitiu a diferenciação e a individualização de várias línguas. Quanto ao latim, propriamente dito, será tema de um novo artigo pois aquilo que conhecemos hoje, sofreu várias “reviravoltas” até encontrar o seu caminho que nunca é definitivo. As línguas são dinâmicas, sofrem evoluções e os vocábulos populares, de estrato inferior, acabam por vingar sendo estes que permanecem na linguagem falada por todos.
A escrita inconfundível de uma personalidade única, que com um vastíssimo conhecimento traduz aos leigos de forma humilde e genuína qualquer tema que assina.