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Aprender a dar valor

Como aprender a dar valor aos que amamos antes de ser tarde demais? Talvez esta seja uma das perguntas que mais fazemos a nós próprios ao longo da vida e, também, um dos aspectos em que mais falhamos.

Não é fácil dar valor antes de perdermos alguém, ou antes de alguém nos perder. Passamos os dias inebriados pela rotina, pelo trabalho, pela escola ou faculdade, temos a casa para arrumar, as contas para pagar, as tarefas banais do dia-a-dia que assumem um papel de relevo nas nossas vidas. E, exactamente por isso, nem sempre temos a capacidade de parar para nos lembrarmos dos outros: onde anda aquele amigo que não vemos há anos, como corre a vida daquela amiga que já se casou, como está aquele antigo colega de faculdade que perdeu recentemente o pai.

Pensamos em telefonar, em mandar uma SMS, em visitar, mas acabamos por adiar essas tarefas para o fim da nossa lista de afazeres. Até que chega o dia em que já não podemos ligar, não podemos mandar SMS, não podemos visitar e percebemos que não estivemos lá, quando era preciso, quando devíamos estar, quando até podíamos ter estado se tivéssemos feito um esforço maior.

A solução para isto não é simples, mas resulta apenas de uma coisa: da tentativa de estar presente, de comparecer, de estar atento. Não precisamos de estar presentes na vida dos outros a toda a hora, mas compete-nos estar presentes no momento certo. Tal como Antoine de Saint-Exupéry escreveu no célebre livro O Principezinho:

Somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos.

Ora, se cativamos (ou seja, criamos laços) um amigo, um familiar ou um colega, temos o dever de nos preocuparmos com ele, o dever de cuidarmos dessa nossa Rosa especial, que é especial porque é nossa e só aos nossos olhos tem o brilho que a diferencia de todas as outras rosas.

Por isso, antes de perderes quem amas, e antes de quem amas te perder, tira dois minutos do teu dia para enviar uma mensagem àqueles que amas, pergunta-lhes como estão, liga-lhes para falares com eles sobre os vossos dias, tenta estar lá para eles e procura-os quando precisares que eles estejam aí para ti. Importa-te, antes que seja tarde. A vida é curta, o tempo é escasso, e a morte, essa, é para sempre.

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Joana Veríssimo

Licenciada em Jornalismo e Comunicação e com uma paixão enorme pela escrita.

One Comment

  1. Parei 2 min e liguei de facto a quem me lembro todos os dias, deixa saudades e que digo para mim.. A ver se lhe ligo hoje, ou já lhe ligo. Obrigada pelo texto, pela partilha.

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