Amor Zero – um psicopata emocional

Aposto que leste o título e pensas-te: “Como se relaciona amor e psicopatia?”

Pois bem, um psicopata é um indivíduo clinicamente perverso, com personalidade psicopática, distúrbios mentais graves. Esta doença afecta a sua forma de iteração social.

A psicopatia é uma doença causada por uma anomalia orgânica no cérebro, ou seja, é uma doença mental de origem neurológica ou psicológica.

Associamos, normalmente, os psicopatas a um assassino em série ou a um louco alucinado, mas, ao nosso redor, existem milhares de pessoas que se comportam com aparente normalidade e, embora não “matem”, são capazes de aniquilar a nossa existência. Estes psicopatas não têm de ser assassinos, de crimes tipificados no nosso ordenamento jurídico. Eles podem matar a nossa auto-estima num piscar de olhos.

Não te deixes iludir, porque os sinais são claros, sintomas do Amor Zero:

  • Sentes-te abandonado/a emocionalmente, mas ainda deseja sentir-se amado/a?
  • Apesar de o(a) teu parceiro(a) manipular, maltratar e defraudar constantemente as suas expectativas, dá consigo a perdoar, a desculpar e a evitar encarar as suas acções mais traiçoeiras?
  • A sua inteligência e os seus êxitos pessoais ou profissionais são constantemente subvalorizados?
  • Ele(a) introduz-se de maneira sinuosa e hábil no seu círculo familiar e social, conquistando um lugar sólido e projectando uma boa imagem perante todos aqueles que são importantes para si?
  • Tens uma relação com uma pessoa incapaz de se pôr no seu lugar e de compreender o impacto que têm em si as acções dela?

Identificas-te com um ou mais destes estes sinais? Cuidado, porque tens um psicopata na tua vida.

Este Amor Zero deu origem a um livro da autoria de Iñaki Piñuel doutorado em Psicologia, escritor e investigador, considerado um dos principais especialistas europeus em investigação e divulgação de assédio psicológico. Este livro revela-nos uma realidade na qual o amor se transforma num inferno e nos faz sentir no fundo do poço, tudo porque nos apaixonamos por um homem ou uma mulher que, quando deixa cair a máscara, se revela um psicopata.

“Com zero remorsos, zero empatia, zero compaixão, zero lealdade.

Uma pessoa desprovida das qualidades mais importantes numa relação saudável. Alguém que, depois de nos ter levado a acreditar no amor e enredado no seu poder de sedução, contamina a nossa vida com insegurança, angústia, frustração, incerteza, ansiedade.”

Temos actualmente uma sociedade egocêntrica, narcisista e indiferente, pessoas frias que são incapazes de sentir o mal ou o bem. Contudo, por outro lado, são muito ardilosas e, aparentemente, são amorosos e encantadores, com um padrão de “normalidade” sem ser possível no início levantar qualquer suspeita.

Tudo se inicia, quando o predador encontra a sua vítima (e não se julguem isentas de poderem vir a sê-lo) e usam uma fachada que mais não é do que a cópia das características da vítima, para dar a sensação ao outro de que encontrou a sua alma gémea. Contudo, há sem dúvida uma característica essencial nestes psicopatas que é a sua inteligência. Só assim conseguem manipular as suas vítimas, quando actuam sem medos, nem remorsos.

“Na primeira parte de uma relação amorosa é uma pessoa carinhosa, dedicada, faz quase um bombardeamento de amor. Tudo isto serve apenas para despistar a vítima, que passa a acreditar que encontrou a sua alma gémea. Mas esta pessoa não existe, o que existe é uma construção fictícia de uma personalidade que ajuda o psicopata a manipular a vítima de um modo eficaz.”

Tudo se passa como se fosse um filme. As pessoas têm personalidades construídas em face das suas vítimas e alimentam-se desse “esquema”. Quando a vítima se da conta, já está demasiado presa para se conseguir soltar. As vítimas passam a ter consciência que estão a ser enganadas, manipuladas e não conseguem sair.

Espantemo-nos que nem eles sabem que o são nem tem consciência, raramente procuram tratamento e, mesmo que houvesse, acredita-se pelos estudos que ele não existe. Estas pessoas não mudam, mudam apenas de vítima.

Agora, olha à tua volta e pensa de quantos psicopatas já conseguiste escapar?

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do Antigo Acordo Ortográfico
Share this article
Shareable URL
Prev Post

Orlando, o trans intemporal

Next Post

Ups, menti!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Read next

Comportamento Humano

Há, no comportamento humano da maioria das pessoas, algo de muito mágico, enigmático e encantador. No início de…

This is Us

Apesar das comédias familiares serem uma constante no mundo das séries, é extremamente difícil de fazer uma…