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Adoradas pérolas

Um atractivo que não passa de moda, cobiçadas ao longo dos séculos por diversas civilizações, símbolo de status e de riqueza e consideradas como pedras preciosas, assim são, as adoradas pérolas.

Desde a antiguidade, duvidava-se sobre qual poderia ser a origem destas belas gemas, pelo que já foram consideradas como lágrimas de Deus, ou de um anjo. Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, fizeram-se várias pesquisas para revelar o segredo das pérolas, o que desencadeou uma batalha entre cientistas e teorias malucas. Alguns diziam que eram formadas por grãos de areia, outros diziam que eram ovos e até houve quem dissesse que eram parasitas, ou doenças.

Hoje em dia, sabe-se que ao contrário de outras gemas preciosas, que se formam dentro da terra, as pérolas são as MG_adoradasperolas_1únicas que têm origem dentro de um ser vivo, um molusco. Os moluscos, no que toca à sua classificação, pertencem ao filo Mollusca, grupo de animais que abrange uma grande diversidade de seres, como por exemplo, os polvos, as lulas e os mexilhões.

As ostras são as maiores responsáveis da produção de pérolas, apesar de nem todas as espécies de ostras conseguirem produzi-las. Somente aquelas que pertencem às famílias Pteriidae (de água salgada) e Unionidae (de água doce) as produzem, pelo que são chamadas de ostras perlíferas.

Estes animais possuem um corpo mole e coberto por uma concha, que se forma a partir de duas peças que se unem e que estão ligadas entre si, a partir de um ligamento chamado “charneira”, um conjunto de dentes laterais, que encaixam na concha oposta e que pode abrir-se através da acção dos músculos do animal. No interior, está o manto, que é uma “pele” que cobre o corpo do animal, para assim proteger as partes mais delicadas e criar uma cavidade onde se encontra a massa visceral, além de se encarregar da secreção da concha.

Estes animais produzem as pérolas, quando algum objecto irritante entra no seu interior e não consegue ser expulso. O manto segrega capas de aragonito e conquiolinda, substâncias que formam o nácar (também chamado de madrepérola), que irá cobrir o elemento estranho. Quanto mais tempo permanecer no interior, mais capas de nácar cobrirão o objecto invasor.

As pérolas podem ter origem natural, ou podem até mesmo ser cultivadas. As pérolas naturais costumam ser raras e estima-se que somente aparecem em um de cada dez mil animais, pelo que, normalmente, todas as pérolas comercializadas são pérolas cultivadas. O método consiste em colocar um pequeno pedaço de nácar dentro do animal e esperar que mais e mais nácar seja produzido pelo manto, até que se forme a pérola. Um processo que costuma demorar cerca de três anos.

Não há um tamanho máximo alcançado para uma pérola, podendo estas atingir os 3 cm de diâmetro, porém, mais do que isso, poderia deformar a concha e consequentemente, matar o animal.

MG_adoradasperolas_2As pérolas perfeitamente redondas formam-se quando o objecto invasor é totalmente coberto pelo manto, de forma a que assim a secreção de nácar seja distribuída uniformemente. Contudo, o mais comum é que a pérola fique colada na parte interna da concha e resultar numa pérola de forma irregular, parecida a uma meia esfera. Por isso, as pérolas perfeitamente esféricas são mais valiosas, representando apenas 2% das pérolas produzidas naturalmente.

E porque existem diferenças no que toca à cor das pérolas? Umas são mais amareladas do que outras, outras têm tons avermelhados, ou azulados e outras são de cor preta, como é o caso das pérolas do Taiti e das Ilhas Cook. Isto acontece, por causa das substâncias presentes na água, que podem ser incorporadas na pérola. Por isso, a cor varia segundo o ambiente em que a ostra vive, gerando-se uma infinidade de tons.

Bonitas e elegantes, as veneradas pérolas tão cobiçadas pelo ser humano nada mais são para os moluscos do que uma forma de defesa e de protecção contra partículas estranhas.

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