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A importância da leitura enquanto crianças

Uma das formas mais importantes de contribuir para o ensino de uma criança e protegê-la das ideias mais extremas e erradas do mundo, é nutrindo o seu amor pela leitura. 

Como o podemos fazer? 

Por que é importante a leitura e o amor pela leitura quando somos crianças?

As crianças são curiosas por natureza. Gostam de saber o porquê das coisas. Além disso, têm uma capacidade de memorização fabulosa em comparação com os adultos, pois ainda não têm os seus cérebros ocupados com as responsabilidades (e por vezes futilidades) da vida. Assim, enquanto adultos e educadores, deveríamos ter a capacidade de aproveitar essa mais-valia e tentar incutir-lhes esse gosto. 

Ler não serve somente para alargar os conhecimentos na sua generalidade, serve também para conseguirmos exprimir-nos correctamente, quer verbalmente, quer por escrito, sem erros ortográficos, usando vocábulos diversificados e construções frásicas adequadas.

Na verdade, muito do medo de falar em público advém precisamente da insegurança e falta de preparação, já para não falar da ignorância. E tudo fruto da falta de leitura.

Porém, arranjar uma forma de lhes incutir esse gosto não é, de todo, uma tarefa fácil tendo em conta a panóplia de distrações de que se dispõe hoje em dia.

Todo esse processo que passa por saber cativar as crianças, promover e instigar a tal curiosidade de que falei há pouco, de modo que queiram aprender por si e nunca por obrigação, tem que passar por drásticas transformações que são inquestionavelmente muito trabalhosas e morosas. 

Teremos que ser inovadores e criar novas formas de aprendizagem, novos métodos de ensino mais estimulantes que sejam, acima de tudo e parafraseando o antropólogo, sociólogo e filósofo francês Edgar Morin “capazes de dotar os alunos com as capacidades procuradas pelo mercado de trabalho“.

Apesar de tudo, são exequíveis e os resultados são animadores.

E sabemos que assim é porque, felizmente, já existem certas metodologias focadas nesse tipo de aprendizagem, isto é, na transdisciplinaridade. O tipo de ensino que tem sido praticado é baseado nas “disciplinas fechadas” e de acordo novamente com Edgar Morin, “as disciplinas fechadas impedem a compreensão dos problemas do mundo“.

Um exemplo de transdisciplinaridade é a metodologia STEAM, cujo acrónimo se baseia na primeira letra dos seguintes termos em inglês: S (Science), T (Technology), E (Engineering), A (Arts) e M (Mathematics) – ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática.

Esta metodologia traz para a sala de aula estas disciplinas, porém, de uma forma integrada com o intuito de desenvolver o espírito crítico e a capacidade de resolução de problemas, e passa por cinco fases distintas: investigação, descoberta, conexão, criação e reflexão.

Felizmente, e no caso particular de Portugal, já vamos assistindo à implementação desta e de outras metodologias similares.

No entanto, e como qualquer mudança, os resultados não são visíveis da noite para o dia. É, como aliás já frisei, uma transformação que ocorre paulatinamente e envolve alterações de atitude e de mentalidade.

Essa alteração de mentalidade passa também pela forma como o papel do professor é encarado na nossa sociedade.

Morin defende que “o professor possui uma missão social e tanto a opinião pública como os cidadãos precisam ter a consciência dessa missão “. 

Esperemos, portanto, que estas mudanças, embora lentamente, continuem a ser implementadas de modo que as crianças de hoje sejam, amanhã, uns adultos bem formados e sobretudo bem informados.

Nota: este artigo foi escrito seguindo as regras do antigo acordo ortográfico.

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