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A era das redes sociais. E agora?

O surgimento da Internet e, por sua vez, das redes sociais e aplicativos, facilitou e muito a vida diária, admito! Principalmente nos nossos “dias corridos”, juntando a praticidade e rapidez que o mundo virtual nos proporciona. Mas junto, trouxe também a mudança (positiva ou nem tanto) na maneira de nos comunicarmos, nos permitindo estar em contacto através de botões simples e basta um WiFi (ou dados móveis ativos) para comunicação acontecer, rápida e as vezes sem qualquer segurança ter.

Pela mesma via que a informação boa e construtiva nos chega, vem também polémicas, “fake news” e protestos irrelevantes. Da mesma forma que soma, também desagrega. Pessoas famosas ou nem tanto são “canceladas” no mundo virtual, por simples atitudes, que fazem alguns, sabe se lá com qual direto, boicotar, perseguir pelo fato de discordar com o outro, o agora cancelado. Isso traz danos até fatais, com fins que abalam não só fisicamente como psicologicamente o perseguido. São motivos políticos, são “bandeiras que se levantam”, alguns que querem “só causar”, “fazer barulho” e nem talvez tenham noção da dimensão que isso tem! É uma enorme irresponsabilidade social.

Os jovens de hoje (já até me sinto bem velha escrevendo isso) nasceram na fase do Facebook, WhatsApp, Skype, Instragram e alguns nem pensam em suas vidas “funcionando” sem essas formas de comunicação. Mas até onde isso pode ser bom, nos restam dúvidas, ou não? Como já dizem os antigos, “tudo em excesso faz mal”e usado de forma descontrolada ou até abusiva traz o perigo que envolve esse mundo não tão real. A rede se torna um escudo, uma máscara de falsa proteção.

O brincar as escondias por trás de redes sociais, fazendo com até mesmo o dono do perfil acredite que tenha mesmo aquele “perfil”, no sentido literal da palavra é um dos perigos expostos, principalmente para aqueles que são de certa forma, vulneráveis e passam acreditar em tudo que leem ou assistem. O ser bem aceito está relacionado, nesse mundo, diretamente com o número de “likes” nas fotos, postagens e pelo número de amigos (?!) ou seguidores nas redes sociais.  É isso o tal sucesso! É o mesmo mundo onde ser “influencer“ se tornou profissão, sem precisar de muito estudo ou dedicação.

Aí entra mais um perigo. Termos todos contato com uma realidade fora do nossa, onde estímulos são transmitidos todo o tempo. Seja bens materiais, a felicidade eterna entre sorrisos, viagens, passeios, “vida perfeita! Quem não quer? Mas quem é que tem? O influencer talvez.

E ainda nem cito os tais e inúmeros desafios, lançados diariamente nas redes. Resume-se à na maioria das vezes, jovens (novamente eles, que ainda precisam da aprovação e estão sempre em busca de algum tipo de valorização) que expõem, para se autodesafiar e ao outro, para talvez elevar a autoestima e provocar o amigo (real ou virtual). E isso nem sempre bem pode acabar.

Que vivemos hoje na alta da tecnologia, com formas mais rápida e modernas de comunicar com os amigos, já sabemos e é natural, mas o que devemos ter em atenção é onde isso pode chegar e quais meios estamos a usar. O que posso afirmar – e acredito que você também – é o poder de persuasão sobre que a rede social tem na vida das pessoas. Através de uma tela, seja de telefone ou computador, convencemos alguém a comprar um produto, um serviço, fazer algo que por vez, nem nunca imaginou. É uma semente plantada.  

Seguindo uma lógica, amigo é alguém que pensamos em confiar. E o que é uma rede social? Uma rede de amigos (ou supostos) reunidos. Amigos nos trazem sinônimo de aproximação, intimidade. Um grupo desses, na lista das nossas contas, faz com a sensação de que há um grande número deles, connosco. É a falsa ideia de preenchimento. Se um amigo faz bem, ter um monte desses, que mal tem? Desde que não seja para má influência ou para ser meio de intriga, má piada, fofoca, inveja ou qualquer outro sentimento de destruição, pode até bem-fazer. Resta você saber!

Para os que não tem esse discernimento, seja por idade, imaturidade ou falta de conhecimento, cabe a nós, eu ou você, isso esclarecer. Auxiliar. E acolher! Não permitir que algo funcional (como a Internet deve ser) acabar prejudicando os que, sem filtro, não conseguem perceber. Com origem no termo em grego empatheia, que significava “paixão”, empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar o que sente outro indivíduo. A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo – amor e interesse pelo próximo – e à capacidade de ajudar. Pode estar aí o segredo de um mundo “bocadinho” melhor: Amor e interesse pelo próximo! Aí, sim, acredito que isso pode resultar (e isso não é só sobre Internet ou redes sociais).

Nota: Esse artigo foi escrito seguindo as regras do Português do Brasil

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