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Sociedade

Guia Prático para o Uso de Máscara

Todos sabemos que as máscaras passaram a fazer parte do nosso quotidiano. No entanto, há quem se limite apenas em colocar a máscara como se de um adereço comum se tratasse.

Com base na minha experiência na rua, retirei alguns exemplos de profissionais no uso na máscara que devemos seguir sempre que possível. Para melhor desenvolvermos a temática, vamos identificar vários tipos de indivíduos bastante evoluídos no uso desta nova indumentária.

O Guerreiro: É aquele individuo que usa uma máscara com caveiras ou outras animações que assustem. É o utilizador que sabe que a melhor defesa é o ataque. Intimidar o vírus é sempre melhor do que fugir dele. E os vírus, como todos sabemos, são muito medrosos.

O Esmagador: Este é no tipo de indivíduo que leva a máscara toda enrodilhada na mão, como se fosse uma folha de papel e, qual Lucky Luke, saca dela mais rápido que a sua própria sombra e a coloca apenas para ficar com mão livre e assim poder dar um “passou-bem” ao vizinho! Bem sabemos que esmagar um vírus impossibilita a sua passagem de mão em mão e que não há vacina que supere este método de aniquilação.

O Cabeleireiro: É o tipo de indivíduo que veio dar uma nova ideia, mas também um novo fôlego às bandoletes! Colocar a máscara na cabeça acrescenta um certo estilo que vai desde os saudosos anos 80 ao género mais vanguardista do século XXI. No entanto, esta prática não é exclusiva para cabeludos. Muitos calvos utilizam as máscaras, não como bandolete, mas como pérgula. O verão está aí à porta e uma sombrinha dá sempre jeito.

O Friorento: É aquele indivíduo que adora usar golas altas. Como nesta época do ano se torna desagradável, opta por usar a máscara no pescoço, para manter a maçã de Adão aconchegadinha, não vá ela vazar a vista a algum vírus.

O Comunicador: Este é um indivíduo supersofisticado. Quando estamos na sua presença, ele comporta-se como um cavalheiro. Os cavalheiros de outrora, tiravam o chapéu para nos cumprimentar. O comunicador e cavalheiro de hoje tira a máscara para que possamos ouvi-lo melhor, mas, acima de tudo, por uma questão de educação. Gente de boas famílias a quem devemos estar atentos para aprendermos como estar em sociedade.

O Ostentador: É aquela pessoa que pendura orgulhosamente a máscara no espelho da sua viatura. Saudosa dos CD de outrora, e insatisfeita com a solitária presença do seu pinheirinho – que está lá desde 1999, sem cor e sem cheiro – acrescenta a sua máscara para que os vizinhos vejam que não é nenhuma pobretanas e que até tem uma máscara daquelas que “sim senhor”.

O “Onde está o Wally?”: Este é o tipo de indivíduo que deixou de perceber qual a diferença entre usar ou não usar óculos, uma vez que passa o dia numa luta constante com a máscara porque a respiração dentro da dita lhe embacia os óculos. No meio de tanto nevoeiro, existem já vários relatos de alguns que afirmam ter visto Dom Sebastião.

O Meia Dose: Este é um indivíduo que percebe o funcionamento do inimigo.
Usa a máscara apenas na boca e nunca tapando o nariz. Para além de dar uma comichão dos diabos, ele sabe que os vírus não gostam de entrar pela cavidade nasal e que preferem passar pelas bocas alheias, aproveitando para nos darem um delicioso linguadão.

Por isso, falar com a máscara tapando apenas a boca na presença de um indivíduo sem máscara, nunca trouxe mal ao mundo, não é agora que trará… E olhem que o mundo é uma coisa muito antiga e que já existia ainda os avós deles não eram nascidos.

Espero que tenham aprendido alguma coisa e já sabem, se tiverem novas técnicas que queiram partilhar com todos, comentem! Desde que temos elásticos a puxa-nos as orelhas para a frente, somos todos ouvidos!

Balthasar Sete-Sóis

Balthasar Sete-Sóis, sociólogo, escritor, cronista, radialista e crítico literário encontra nas letras e na comunicação a realização e o sentido para aquilo que o rodeia.

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