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CinemaCultura

Uma crítica ao filme ‘O Fabuloso Destino de Amélie Poulain’

Uma rapariga com uma infância complicada, em que a detecção da sua doença cardíaca e a morte da sua mãe a afectaram seriamente a sua mente. Deixando de ter contacto com o meio social e passando este a ser a sua casa, designadamente os seus pais, começa por valorizar as mais simples coisas, como é o caso de atirar pedras ao lago, acção que surge repetidamente ao longo deste filme. Como todo o ser humano, Amélie cresce e torna-se numa adulta, deixando o seu pai só e indo viver para o centro de Paris. Empregada de café, vive rodeada de emoções e de símbolos que vão dar-lhe o controlo necessário para encontrar o seu amor, a sua felicidade.

Numa história emotiva e repleta de simplicidade, é possível observarmos o furacão de sensações e de pensamentos desta jovem mulher. Simples e sensual, vive sempre agarrada ao passado e daí as influências da sua infância. A forma como esta marcou Amélie é muito característica, na medida em que a sua vivência é concretizada com uma pureza e neutralidade mas, em contrapartida, no que toca à parte sentimental está muito apegada, diga-se de passagem, aos momentos de menina rodeada pelos seus pais. Quando encontra Nino Quincampoix a apanhar bocados de fotografias no chão de um estúdio fotográfico na estação, reparamos na atracção inicial por aquele acto. Novamente referindo, a simplicidade está presente: ela une-os. Já para não falar na vizinha de baixo, também vivendo agarrada ao passado, ao marido e às cartas que este lhe enviava da guerra, durante o cumprimento do seu serviço militar. Podemos falar também no pintor, também da sua vizinhança, onde através de um quadro é descrito o percurso de Amélie, uma simples personagem cujas emoções se vão modificando de acordo com o avançar da relação entre a jovem e Nino. O cenário envolvente demonstra-a da mesma forma, estabelecendo-se assim uma relação entre as personagens e o mesmo.

A meu ver, retrata-se como o amor é tão subjectivo e tão complexo e, ao mesmo tempo, um carrossel de bons momentos. Além disso, realça-se ainda o seu poder em relação à vida, a forma como este a domina. Um filme impressionante e interessante. Um filme que, embora seja abordada mais uma vez a temática amorosa, foi muito bem concretizado. Há que compreender que o mesmo sentimento faz parte do ser humano, seja pela cara-metade seja pela família ou, até mesmo, por simples objectos inanimados.

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Pedro Ribeiro

Nascido em 1996, por terras vimaranenses, tem como principal ocupação os estudos na licenciatura de Ciências da Comunicação. Apreciador das relações Media e Sociedade e Sociedade e Cultura, o seu objetivo passará por se especializar na área do jornalismo. Nesse sentido, conta com várias colaborações, a desenvolver atualmente, de forma simultânea: para o jornal 'ComUM', no qual é redator nas secções de Cultura e de Sociedade, para o jornal 'Académico', juntamente com a sua participação semanal no 'Repórter Sombra', onde opina nas áreas de Sociedade, Cultura e Política. No seguimento desta última área, milita na Juventude Socialista, tendo-se revelado publicamente ativista da candidatura de António José Seguro. Além disso, desenvolve um certo carinho pela sociologia, a que se junta a filosofia e, ainda, uma enorme paixão por viagens.

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