Lifestyle

Um Natal Pintado de Amor

“The true color of life is the color of the body, the color of the covered the implicit and not explicit red of the living heart and the pulses. It is the modest olor of the unpublished blood.”

Alice Meynell

O Natal é mais do que os dias 24 e 25 de Dezembro. É mais do que jantar, abrir presentes e almoçar no dia seguinte. Para alguns, o Natal começa no dia 1 de Dezembro e só acaba no dia 6 de Janeiro. Começa com o chocolate quente, com as músicas de Natal e com as decorações feitas à casa e à árvore. Para outros, com o apanhar do musgo e o fazer do presépio, com a preparação dos cabazes de Natal, com a preparação dos cabazes de Natal, com as bolachinhas e os docinhos. É Natal quando escrevem os postais de Natal. Durante este período, vão-se salpicando os dias de cor e de emoção, sendo o vermelho a cor de eleição nas festividades. Desde o Pai Natal desenhado a vermelho Coca-Cola, às bolas de Natal que enfeitam as várias árvores espalhadas por Portugal, demonstrando simbolicamente o Amor que une todos, nesta quadra especial.

Vermelho é energia, é amor, comunicação, paixão, união. Através do vermelho transmitimos e sentimos calor, força interior e coragem. Até ao século XVII, o vermelho era a cor mais comum nos vestidos de noiva, estando associado à regeneração, ao nascimento e ao feminino. Actualmente, é uma cor muito usada em casamentos na Índia, na China e no Japão, onde também simboliza o Amor.

Na tradição cristã, o vermelho representa a paixão de Cristo e o sangue derramado no Calvário. Desta forma, simboliza-se a fé, a dignidade, o poder e o amor que une os crentes. Na China, o vermelho é o símbolo da boa sorte, da felicidade, da alegria, da Fénix (o renascimento), da fertilidade e da boa fortuna, sendo usual serem oferecidas notas num saco vermelho como prenda nas várias celebrações do ano. No Japão, o vermelho simboliza as emoções fortes, como a força, a energia vital e da vitalidade. O Sol também é representado pela cor vermelha, o que associado ao ser humano é sinónimo de plenitude.

Desta forma, com pequenos (quase insignificantes) gestos diários, o Natal não se esgota em dois dias, ou em alguns presentes abertos a correr. Vai-se construindo, dia após dia, nas luzes, nos doces, nos (re)encontros da família, nos sorrisos, nas tradições de cada um e nas mudanças.

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Miguel Arranhado

licenciado em ciências da linguagem, pela faculdade de letras da universidade de lisboa. editor no repórter sombra. amante das artes e da cultura. politólogo de sofá. curioso por natureza. fascinado pelas pessoas e pelo mundo. crítico. perfeccionista. maníaco por informação. criativo. e assim assim…

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