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Três séries de comédia que devias estar a ver

Sem dúvida que estamos numa era ouro da televisão (quem é que ainda vai ao cinema?) e isso não podia ser mais verdade principalmente no que toca à comédia. No entanto, é muito fácil cair no marasmo das sitcoms de sempre, ainda que a sua qualidade tenha vindo a aumentar exponencialmente – estou a olhar para ti, The Big Bang Theory! As três séries de comédia que se seguem não são propriamente séries obscuras e de culto, mas estão certamente ainda por cair nas graças da maioria das pessoas.

Please Like Me (Austrália)

Please Like Me é o maravilhoso produto da imaginação de Josh Thomas, que criou, escreve e protagoniza a série. Esta toma como premissa o momento da vida em que um jovem, que mais parece ser um “bebé de 50 anos”, sai do armário por motivos pouco fora do seu controlo. Por um lado, a sua namorada de adolescência (Caitlin Stasey) acaba o relacionamento, por finalmente chegar à conclusão que ele “provavelmente é gay”. Por outro, Geoffrey (Wade Briggs), que sustenta uma aparência estética substancialmente maior que o seu QI, entra na vida de Josh, rapidamente disseminando a orientação sexual do protagonista. Não fosse esta situação suficientemente sumarenta para encher os 6 episódios da 1ª temporada, a refrescante falta de importância dada a este assunto pelas várias personagens permite ocupar grande parte do enredo com a família de Josh: a mãe do recém-saído-do-armário, algum tempo após o seu divórcio com o pai do mesmo, encontra-se no meio de uma depressão que a leva à beira da morte. No entanto, Please Like Me nunca se transforma num drama, nem nos momentos mais negros. Devido a um espírito marcadamente “milenar” (vamos fingir que esta definição funciona bem em português) e de uma doçura reconfortante, a série desbrava caminho, através de um desinteresse irreal para focar os assuntos a que tenta chegar, sejam eles a procura da coragem para nos assumirmos como somos, ou o medo de perder alguém próximo e querido.

Inside Amy Schumer (EUA)

A contar já com duas temporadas e uma terceira a sair, em princípio, lá para a próxima primavera, Inside Amy Schumer recai dentro de um formato à partida não muito original (sketches intervalados por momentos de stand-up), mas que são agradavelmente bem construídos, sendo ainda adicionadas perguntas a transeuntes na rua e uma entrevista pouco comum em cada episódio. Grande parte dos sketches e das rotinas em palco focam-se em clichês femininos, que são rapidamente desconstruídos pela forte presença e atitude da comediante. Schumer, que se apresenta sem pudor, sente-se em casa ao abordar o seu desleixo, promiscuidade, preguiça e preconceito – não cabemos todos nesta descrição? –, ganhando terreno na sua feminidade sempre que puxa pelas piadas mais sexistas. É certo que parte dos sketches da 1ª temporada não são propriamente memoráveis, mas, a partir do momento em que Amy Schumer encontra a sua voz, as gargalhadas são apenas uma questão de tempo.

 In The Flesh (Reino Unido)

Zombies não são normalmente comuns em comédias, mas In The Flesh, que adopta também características levemente dramáticas, pega no popular conceito e transforma-o, não sendo uma história apocalíptica, mas sim o recomeço da civilização, após a sua quase destruição. Em In The Flesh, uma cura foi descoberta para a PDS (Partially Deceased Syndrome), que permite dar uma vida “normal” aos outrora mais-mortos-que-vivos, como que de um caso de raiva se tratasse. Como protagonista, Luke Newberry interpreta Kieren Walker (ah, referência ao TWD), que, após alguns meses em estado raivoso e alguns mais num centro de reabilitação, volta para a pequena terra onde morava com a sua família. Como seria de esperar, a adaptação à vida normal não é fácil, especialmente devido ao poder que as milícias anti-zombie detêm graças à sua participação na defesa contra os parcialmente-mortos. Ainda que In The Flesh se declare como uma comédia dramática, a sua vertente cómica permanece latente, durante a maior parte dos episódios, com algumas pérolas de chorar a rir a pontuar certas cenas – as consequências de comer um chocolate Mars podem ser devastadoras para um zombie. Com um espírito longe do género de terror e um carácter agradavelmente doce, In The Flesh conta com duas temporadas de curta duração (a primeira com 3 episódios e a segunda com 6), o que a torna perfeita para uma maratona de fim-de-semana.

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André Ferreira

"Political junkie", europeísta convicto e keynesiano por natureza. Ocupa todo o tempo que consegue com séries, filmes, música, livros, podcasts e qualquer outra fonte de entretenimento que consiga encontrar. Licenciado em Línguas, Literaturas e Culturas pela FLUL-UL e pós-graduado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela FCSH-UNL.

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