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Todos somos escravos do dinheiro

O dinheiro não é o mais importante. E, no entanto, dependemos dele para tudo (ou quase tudo). Não devia de ser assim, mas é. Quantas vezes ficam para segundo plano? Adiam decisões, planos, tudo por causa do dinheiro. Ironicamente por papel, cobre e/ou ouro. A vida é construída em sua função. E o amor, onde fica?

É idiota. Estamos obcecados. Sacrificamos horas, minutos, segundos. Discutimos, matamos. Passamos fome, deixamos de fazer o que gostamos. Dizemos não, quando queríamos dizer sim. Beliscamos as relações e, pior que isso, acabamos com elas. Suportamos dores e morremos. Afinal, é o dinheiro que, muitas vezes, decide quem vive e quem morre.

Se todos parássemos para reflectir verdadeiramente nisto, será que não aconteceria uma revolução? Talvez seja um pouco anarquismo. Porém, se dizem que todos temos direito à vida, será que também não temos todos direito a um tecto? A uma ida do cabeleireiro, quando nos apetecer? A recebermos os tratamentos médicos de igual forma? Claro que todos devemos trabalhar por um objectivo, mas tem mesmo de ser por dinheiro? Sei lá. Por vezes, parecemos umas baratas tontas à procura do lucro. E no final, não é isso que fica. Apenas momentos. Estamos a pagar bem caro por esses momentos. Valerá a pena?

Há muita gente vazia. Que deixou de viver pelo trabalho e pelas dívidas. Que deixou de usufruir do pôr-do-sol, do ar e do mar. Existem muitos fantasmas. Muitas pessoas focadas no dinheiro e poucas no essencial. Talvez seja duro admitir, mas somos escravos do dinheiro. Verdadeiramente escravos. É nesse ponto que nos encontramos. Acaba por ser desesperante, porque quase tudo gira à sua volta. As conversas, as notícias, as decisões. Há que ser realista, porque é uma mão invisível que nos controla. Ainda há quem fale do destino. Eu acredito mais no dinheiro.

Talvez num mundo utópico, a solução fosse um ponto de equilíbrio. A questão é que, havendo dinheiro, existe sempre corrupção e ambição. A nossa natureza é mesmo essa – querer mais. Por algum motivo, foi o Homem o seu criador. É contra a corrente. Todo o ser humano precisa de um objectivo, nem que seja uma obsessão. O dinheiro é exemplo disso. A desigualdade é a consequência. Pena.

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Diana Rodrigues

Minhota de gema. Distraída. Aventureira. Gulosa. Crítica. Observadora. Anti rotina. Persistente. Sonhadora. Alguém que vê na evolução um objectivo. A escrita? É mais que uma fuga. É paixão. O jornalismo regional e a imprensa online são os intermediários.

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