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CulturaMúsica

The Weeknd: sexo, drogas e… R&B

The Song Society é o nome do projeto musical de Jamie Cullum que me leva a conhecer, com frequência, novos artistas. Cullum pega em canções que o fascinam, aprende a tocá-las e grava a sua própria versão do tema. Tudo no espaço de uma hora. E foi através deste desafio que cheguei, pela primeira vez, a “Can’t Feel My Face”, de The Weeknd. Lembro-me de ter gostado do que ouvi, mas o interesse não foi mais além.

Algum tempo depois, ao fazer pesquisa de campo para este texto, perguntei a amigos se sabiam quem era The Weeknd. “É o tipo da ‘Can’t Feel My Face’” foi a resposta que mais ouvi. E assim escutei a canção que foi um hit no verão de 2015 e ajudou The Weeknd a receber sete nomeações para os Grammys.

Há quem diga que “Can’t Feel My Face” é nada mais do que romance. Outros afirmam que o tema fala claramente sobre o consumo de cocaína. Se algum dia o rumor se confirmar, não haverá motivos para surpresa. O canadiano, que deixou a escola aos 17 anos e fugiu de casa num fim de semana (“weekend” em inglês), já fumava marijuana aos 11. Para comprar drogas, como ecstasy e xanax, assaltava supermercados. E, para ter onde dormir, ia dizendo a raparigas que as amava…

Filho de pais divorciados e de ascendência etíope, o destino de Abel Tesfaye viria a ganhar um novo rumo aos 20 anos. Foi nessa altura que se cruzou com o produtor Jeremy Rose e disponibilizou, no YouTube, as músicas R&B que criaram juntos. Estas músicas receberam a atenção do rapper Drake e foram assinadas com o pseudónimo The Weeknd (sem “e”, para evitar conflitos com a banda canadiana The Weekend).

Durante anos, Abel não deu entrevistas nem revelou a sua identidade. Tais decisões até podem ter decorrido de timidez, mas a verdade é que impulsionaram os bons resultados de marketing. O primeiro álbum, Kiss Land, vendeu mais de 400 mil discos na semana de lançamento, nos Estados Unidos da América. Já o álbum “Starboy” foi considerado Melhor Álbum Urbano Contemporâneo, em 2018.

Fã de Michael Jackson e de David Bowie, estas preferências manifestam-se em falsetes e videoclipes surrealistas. Contudo, a tendência total para o uso de imagens e sonoridades sinistras começou a desvanecer-se com o trabalho “Beauty Behind the Madness”, precisamente aquele em que encontramos “Can’t Feel My Face”. Nesta nova onda mais mainstream, tocou para o grande ecrã, nomeadamente para os filmes “The Hunger Games: Em Chamas” e “As 50 Sombras de Grey”.

Ao colaborar com nomes como Alicia Keys, Ed Sheeran e Kanye West, The Weeknd vai reafirmando-se como um dos grandes sucessos da indústria musical do momento. No fundo, é mais uma incarnação de êxitos meteóricos que surgem, de tempos a tempos, neste meio. E nós cá estaremos para avaliar a dimensão do seu legado.

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Florbela Caetano

Gosto dos mundos que se dizem contraditórios: a publicidade e o jornalismo. Gosto de pensar que os dois nos podem ajudar a viver num mundo melhor. Gosto de sentir que informar pode repor a serenidade no meio de caos. Deixo-me fascinar com a imagem e perco-me na escrita. Entre todas as alianças de universos ao nosso dispor, quero dizer as palavras e criar imagens com o som.

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