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The Water Diviner

Data: 1919. Local: Turquia. Momento: rescaldo da Primeira Guerra Mundial. É neste cenário que nos é apresentado Joshua Connor, um pai que, arrependido por ter enviado os seus filhos para a guerra e, consequentemente, para a sua morte, decide procurar os seus corpos, para os trazer para casa. Apesar do enredo girar à volta da missão de Joshua, Uma Promessa para a Vida é também um filme histórico, dando grande enfâse às dinâmicas e relações entre os países na altura da guerra, principalmente entre a Turquia e a Inglaterra, que saiu vitoriosa do conflito.

Desempenhando tanto o papel de realizador, como de personagem principal, Russel Crowe falha a sua missão de transmitir o verdadeiro amor de pai ao espectador. Sim, percebemos a sua vontade de encontrar os filhos, de passar todas as adversidades. Ainda assim, falta-lhe o sentimento, aquele sentimento que leva uma pessoa a sentir compaixão por uma personagem. Como realizador, conseguiu idealizar o que queria ver feito, só faltou mesmo fazê-lo. No entanto, não falhou numa coisa: apesar de passar um pouco despercebida em detrimento do enredo principal, a relação de amizade que se cria entre Joshua e um suposto inimigo Turco merece destaque, apelando mais uma vez às dinâmicas entre os países na altura, mas desta vez num tom mais feliz. Tal mostra que as diferenças culturais podem ser ultrapassadas em prol da interajuda e do respeito humano.

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A par da história, um grande destaque neste filme são, definitivamente, as paisagens e o jogo de cores. Tirando partido das paisagens da Turquia e das cores fortes típicas do médio-oriente, Uma Promessa para a Vida leva-nos numa viagem visual fantástica, capaz de captar a atenção até do espectador mais desatento. Se não tinham vontade de visitar a Turquia, vão de certeza tê-la, depois de ver este filme.

Uma história de amor, do mais profundo amor que pode haver: o de um pai por um filho. O ultrapassar das barreiras culturais criadas pela guerra. As paisagens fantásticas da Turquia. Tudo isto torna o filme um must watch, que parece ter passado um pouco ao lado nesta silly season, que antecede os grandes blockbusters de Verão. Talvez com uma personagem principal mais forte tivesse ganho mais destaque, mas não culpemos o Russel Crowe, queria-vos ver a vocês a realizar um filme, enquanto o protagonizavam!

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Cristiana Sousa

Cris, uma aspirante a jornalista com pronúncia do Norte, habitação em Coimbra e com a mente no mundo. Aficionada do cinema e do mundo dos sonhos, ainda anseia conseguir ver todos os filmes do mundo e visitar todos os países que conseguir antes de sucumbir ao peso da idade.

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