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The Last of Us: O mais ansiado apocalipse

Cenário pós-apocalíptico, protagonistas menos prováveis e ambiente lúgubre. The Last of Us será o produto de um desafio complexo: estar à altura de Uncharted. Certamente, estará.

A Naughty Dog, produtora de ambos os títulos, espera reconduzir os fãs de Nathan Drake e angariar novos aficionados para um género mais sóbrio, agraciado, ainda assim, pela mesma atenção ao detalhe, fluidez de jogabilidade e conceitos cénicos geniais.

Entre Uncharted e The Last of Us está um amadurecimento que conduziu a uma história bem mais intrincada, possivelmente sombria e consideravelmente mais dramática. Embora a comparação possa ser evitável, não é de todo expectável que a Naughty Dog assim que o requisite. Uncharted e The Last of Us partilham muitas semelhanças, designadamente no que diz respeito à jogabilidade. Mas é mesmo nas discrepâncias que encontraremos as virtudes da nova aposta da Naughty Dog.

Podemos esperar uma experiência intensa, um regresso à velha guarda e uma inevitável compaixão pelo par de protagonistas. O enquadramento introdutório a The Last of Us estabelece, desde logo, o tom e o público a quem quer agradar: gira em torno da dupla Joel e Ellie que tenta, desesperadamente, sobreviver ao fim da civilização, caída em desgraça depois de um surto pandémico. Variedade de obstáculos, humanos e inumanos, não irá faltar.

Este cenário em que sobreviver implicaria obliterar a própria humanidade é o mote para uma experiência entre o aterrador e o estimulante, com cargas massivas de adrenalina. Ao contrário de Uncharted, dificilmente haverá espaço para relaxar com diálogos menos tensos e humor circunstancial; a direcção de The Last of Us é perfeitamente paralela à de Nathan Drake e companhia, apostando no terror e na ansiedade.

Proporcionar ao jogador uma aventura poderosa, e violenta, como esta que se pode esperar, significa deixar para trás a auto-regeneração da saúde. Desta vez é mesmo preciso utilizar health packs, para além de ser mais escasso o abastecimento e manancial de armas, brancas ou de fogo. Para além de tudo isto, a inteligência artificial dos inimigos é particularmente brilhante, o que aguça o desafio. O jogador terá, ainda assim, liberdade de escolha entre o confronto directo e uma intervenção menos evasiva.

The Last of Us será, indubitavelmente, um rapidamente instituído clássico. Ainda sem data de lançamento, prevista ou anunciada, mantém-se uma expectativa difícil de conter, porquanto tamanha promessa se revela a nova aposta da Naughty Dog.

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Jordana Nicolau Costa

“The greatest pleasure of writing is not what it’s about, but the inner music that words make” – Truman Capote

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