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Tecnologia: Parte integrante da condição humana

Smartphones, tablets e outros gadgets são a nova moda. Sempre que uma nova versão de um iPhone ou do Kindle Fire é lançada o mundo pára e fervilha de ansiedade para ter a mais recente inovação tecnológica. Estes gadgets, com ligação permanente à Internet e uma capacidade de memória que pode armazenar milhares de ficheiros, possuem inúmeras funcionalidades e diversas aplicações que tornam estes aparelhos pequenas máquinas que permitem executar multitarefas e que conferiram ao mundo das tecnologias de informação uma nova faceta. Esta qualidade de polivalência e de incessante inovação dos aparelhos exige que quem os compre esteja em constante aprendizagem e adaptação aos novos meios. Esta necessidade de adquirir um conhecimento continuado reflecte a velocidade a que se desenvolve o ramo da tecnologia, que progride a cada minuto que passa, espelhando as mudanças que a Era Digital trouxe ao mercado laboral.

No livro Landmarks of Tomorrow de Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, o autor descreve de forma clara a mudança do paradigma social, em meados do século XX, ao identificar um novo tipo de trabalhador – o trabalhador operário, que utiliza a força física para produzir, é substituído pelo trabalhador do conhecimento, que alia o trabalho manual ao conhecimento técnico e teórico continuado. Desta forma, o sector dos serviços ganha uma nova importância e superioriza-se em relação aos restantes sectores de actividades. Quanto ao trabalhador passa a poder trabalhar a partir de casa e define o seu próprio horário.

Com isto é possível perceber que o mundo está em mudança e que as alterações vão muito para além do campo social, chegando mesmo a redefinir a condição humana. Para se alcançar o sucesso, o novo Homem, à semelhança das tecnologias que se adaptam e evoluem de dia para dia, tem de ser um indivíduo pensante e criativo, apto a reagir às diferentes situações que o mercado apresenta. Isto é, a versatilidade deixa de ser uma palavra pomposa para se tornar intrínseca ao Homem.

A Era da Informação ou Digital já é mais do que uma certeza, é uma premissa com a qual vivemos diariamente e que está presente no trabalho e na vida pessoal, tornando-se a aposta na formação e qualificação com base na tecnologia essencial e determinante para atingir níveis elevados de emprego de qualidade, crescimento económico e competitividade empresarial. Com o boom das tecnologias de informação, as empresas procuram profissionais que saibam aplicar os meios digitais à disposição, melhorando a comunicação interna e externa das instituições mediante o uso das ferramentas como o email e bancos de base de dados.

Para esse efeito, iniciativas como a Semana Europeia eSkills, projecto da Comissão Europeia que, durante uma semana, promove e divulga as competências digitais, são de extrema importância para fomentar uma força trabalhadora do conhecimento. Na Europa, programas como este tentam incentivar os jovens a apostar nas suas competências digitais, fomentando um ensino especializado e qualificado com vista a suprimir as falhas que os quadros técnicos das empresas apresentam. Apesar do sector das tecnologias apresentar um ritmo de crescimento acelerado de 3% ao ano, as entidades patronais encontram obstáculos à contratação de profissionais da área de tecnologias de informação, pois o nível de qualificação e especialização exigida nem sempre é fácil de encontrar num mercado de trabalho que carece de formação.

Com uma melhoria na formação e qualificação vocacionadas para as tecnologias de informação, a actividade empresarial irá beneficiar desta aposta e poderá criar mais departamentos técnicos especializados dedicados à investigação e inovação. E tal como Bill Gates afirma uma já não se dissocia da outra porque “as tecnologias de informação e de negócios estão-se a tornar inevitavelmente numa coisa só. Não creio que se possa falar sobre um sem falar sobre o outro.”

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Estela Tavares

Sem dúvida, que a comunicação é uma paixão inegável e que me define como pessoa, por isso, a licenciatura em jornalismo, na Escola Superior de Comunicação Social foi um passo natural. Poder escrever sobre o mundo, que nas suas múltiplas manifestações nos fornece a matéria-prima, que nos rodeia é um privilégio.
Quanto a mim, os vícios por porta-chaves, sapatos e o Nadal (um grande tenista) são algumas das características, que segundo os meus amigos me conferem uma loucura q.b

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