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Simplicidade

No final de uma semana tão agitada, com tanto a acontecer no mundo em que vivemos, é tempo de reflectir um pouco. Observemos o que se passa à nossa volta, as manifestações no Brasil, as questões gregas e da União Europeia, ou, sem precisar de ir tão longe, tudo o que temos vivido no nosso país. Listas VIP de contribuintes, o caso BES e tudo o resto que já sabemos. Contudo, se olharmos bem, tudo roda à volta do mesmo tema: dinheiro e poder.

Que mundo foi este que criámos? Esta é a verdadeira questão que nos devemos perguntar. Num mundo onde os locais onde existem guerras são pontos geoestratégicos de recursos como petróleo, gás natural ou minerais preciosos, mata-se para se obter poder e controlo de matérias-primas, que, dentro de alguns anos, talvez décadas, estarão esgotados. Colocam-se armas nas mãos de crianças em vez de livros e lápis, para que elas sejam os líderes que amanhã poderão fazer a humanidade crescer no sentido de honrarem esse nome, humanidade.

Num mundo onde países ditos ricos têm um desperdício de alimentos numa ordem tão grande que poderiam alimentar todos os povos do mundo que passam fome, continua-se a matar por um domínio financeiro e por um pedaço de terra. Destruímos florestas e vida animal para ganhar dinheiro, mas esquecemo-nos que lentamente destruímos o ecossistema que nos sustenta. Em contrapartida, investimos numa busca por um planeta com condições iguais às da Terra, à laia de um filme de ficção científica, em vez de nos preocuparmos em criar fontes de energia, de trabalho e de economia, inesgotáveis. No entanto, esquecemo-nos que todos somos apenas e unicamente pó, que ao pó voltaremos e que nada levamos daquilo que aquilo, em termos de bens, acumulámos.

Tudo o que temos visto é o acordar de um mundo para uma nova realidade. O mercado de trabalho tem de mudar, o mercado económico e financeiro também, a organização social e política precisa, urgentemente, de ser transformada, pois tudo o que criámos, ao longo das últimas centenas de anos, na realidade, não serve mais para sermos verdadeiramente felizes. O velho princípio da economia, que os recursos são limitados, é, cada vez mais, uma realidade que tem de ser transformada, pois os recursos terrenos sim, mas os recursos da individualidade e da genialidade humanas não são limitados.

No entanto, tudo isto pede apenas uma coisa, a mais difícil de todas, a mudança da nossa própria mentalidade, não só em termos sociais, mas, acima de tudo, em termos pessoais, e também por isso temos estado a viver esta contracção económica e financeira em todo o mundo. É preciso que cada um de nós assuma o seu papel na sociedade, reveja os seus próprios valores, a todos os níveis. Muitos dizem que as populações já não se revêm com a política, nem com a economia, mas na realidade o que vejo é que as pessoas não se vêem a si mesmas, não se reconhecem, não se conhecem na verdade e isso transporta-se para a sociedade.

O nosso problema não são partidos e cidadãos corruptos, um Estado e empresas que tratam as pessoas como números. A realidade é que nós próprios não temos a audácia de sermos mais do que um número. Na verdade, tantas e tantas vezes, é tão conveniente sermos apenas um número. Perguntemo-nos e respondamos honestamente, ao fim destes anos, porque é que as contestações e as manifestações pouco, ou nenhum resultado tiveram? Simplesmente, porque todos pedimos mudança, mas poucos estão dispostos a mudar aquilo que é realmente importante, nós mesmos. No dia em que nós nos disponibilizarmos a mudar, em prol de nós mesmos, em prol de sermos verdadeiramente únicos, então, nesse dia, teremos a capacidade de mudar a sociedade e o mundo em que vivemos.

Curiosamente, hoje celebra-se o Dia Internacional da Felicidade, a verdadeira chave de todo este processo. Se tudo o que escrevi acima parecer demasiado utópico, faça-se uma simples pergunta, tão simples, que a resposta só pode vir de onde não estamos habituados, do nosso coração. Afinal, que me faz, realmente, feliz? Responda com o coração, aceite essa resposta e compreenda que, na realidade, tudo é tão mais simples do que nós imaginamos.

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Leonardo Mansinhos

Nasci em Lisboa em 1980 sob o signo de Virgem e com Ascendente Capricórnio. Quando era pequeno descobri uma paixão por música, livros e por escrever. Licenciei-me em Organização e Gestão de Empresas pelo ISCTE e trabalhei durante quase uma década nas áreas de comércio, gestão e, principalmente, Marketing, mas desde muito cedo interessei-me pelo desenvolvimento espiritual. Comecei como autodidacta há mais de uma década em diversos temas esotéricos, nomeadamente em Astrologia, e, mais tarde, descobri no Tarot uma verdadeira paixão. Hoje dedico-me a esta paixão através das consultas de Tarot e Astrologia, assim como de formação, palestras e artigos nas mesmas áreas. Em 2009 co-fundei a Sopro d'Alma, um espaço de terapias holísticas e complementares, dedicado ao ser humano e onde dou as minhas consultas, cursos e palestras. Procuro, acima de tudo, ser um Ser todos os dias melhor, pondo-me ao serviço da sociedade através de tudo o que sou.

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