Negócios

Sim, há empreendedores em Portugal!

De uma ideia ou de um sonho, assim nasce um novo negócio, uma startup. Se a juntar à receita colocarmos uma pessoa com um perfil activo e inovador, a ideia deixa de ser um sonho “e a obra nasce”.

Todavia, se criar startups em países onde esse incentivo é constante e as próprias estruturas políticas promovem o seu nascimento, forjando centros tecnológicos mundialmente reconhecidos, criar a partir de um contexto desfavorável é ainda mais impressionante. “Apesar da actual conjuntura económica e social, assistimos todos os dias à criação de novas ideias que estimulam a economia e criam novas oportunidades”, Isália Barata, responsável pela Sage StartUp, em Portugal. E esse é o caso de muitos empreendedores em Portugal, que, perante uma dificuldade, rapidamente encontram uma solução.

Apesar dos entraves que ainda existem, há que reconhecer que, nos últimos anos, tem havido um esforço para incentivar ao empreendedorismo, garantindo uma fonte de rendimento próprio aos seus criadores. As iniciativas estatais, nomeadamente em projectos como a Startup Lisboa, que acolhe no seu espaço novos negócios, inovadores e pensados por portugueses, parques tecnológicos como o Taguspark, que se apresentam como centros de investigação e tecnologia, que estimulam o trabalho na área da I&D, são medidas que despertam um espirito activo e dinâmico nas pessoas. Para além dos projetos públicos, há que destacar também a iniciativa privada, que contribuiu de sobremaneira para que a aposta no empreendedorismo passe das palavras à acção. São inúmeros os casos de investigadores lusos, que criaram novas aplicações, novos negócios, no âmbito dos projectos de investigação de empresas privadas que reconhecem o potencial por explorar no nosso país, sendo a área da educação um dos grandes beneficiados desta situação.

Start up Lisboa (Vídeo)

Os centros de investigação de universidades e escolas politécnicas portuguesas são cada vez mais locais onde trabalhos importantes de pesquisa são conduzidos, provando a capacidade técnica e qualitativa dos estudantes e professores lusos. Este espírito de iniciativa e acção, que se vive em muitos estabelecimentos de ensino nacionais, não só se traduz nos estudos realizados nas universidades, mas também na introdução de disciplinas no programa curricular que sejam exclusivamente direccionadas para a temática do empreendedorismo. “Já não basta ensinar as competências específicas tradicionais. É urgente dotar os alunos de um maior valor acrescentado para a sociedade, e para os próprios, que consiste na capacidade de lidarem adequadamente com as competências básicas”, realça o docente do Departamento de Engenharia Mecânica da Unviersidade do Minho, o professor Filipe Samuel Silva

Da crise surge uma nova classe de empreendedores

Não é só do empreendedorismo que se faz na área da tecnologia, ou nas instituições de ensino, que são criados novos negócios, novos conceitos. Com a actual conjuntura económica e financeira vivida em Portugal, uma nova classe de empreendedores emergiu: desempregados que transformam um hobby num pequeno negócio.

As artes manuais são, normalmente, a área em que se inserem estes pequenos comércios, que vêem num passatempo uma oportunidade para obter uma fonte de rendimento. Desta forma, respondendo às falhas dos mecanismos públicos que não conseguem reencaminhar todos os indivíduos sem trabalho para um novo emprego, os desempregados encontram uma solução no seu próprio estilo de vida. “Os jovens hoje estão mais preparados por uma questão de necessidade, porque a sociedade portuguesa, as empresas portuguesas, não lhes oferecem empregabilidade e os jovens quando estudam estão mais alerta para a necessidade de lançar a sua própria atividade”, refere Pires de Lima, presidente executivo do grupo Unicer, numa emtrevisa à RTP.

Assim, apesar do nosso ecossistema de startups não obedecer propriamente a um plano estruturado e bem definido, a classe empreendedora em Portugal é cada vez mais real e diversificada, como refere Francisco de Almedia, numa crónica no Jornal de Negócios online, “o empreendedorismo, não precisa de estar associado com a criação de algo novo e inovador. O empreendedorismo pode ser simplesmente fazer algo que já existe, melhor e/ou diferente.”

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Estela Tavares

Sem dúvida, que a comunicação é uma paixão inegável e que me define como pessoa, por isso, a licenciatura em jornalismo, na Escola Superior de Comunicação Social foi um passo natural. Poder escrever sobre o mundo, que nas suas múltiplas manifestações nos fornece a matéria-prima, que nos rodeia é um privilégio.
Quanto a mim, os vícios por porta-chaves, sapatos e o Nadal (um grande tenista) são algumas das características, que segundo os meus amigos me conferem uma loucura q.b

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