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Sequelas, séries e sucessos

O mundo dos “S’s” está a tornar-se um fenómeno global e viciante, trazendo vantagens quer para espectadores, quer para produtores.

Hollywood investe cada vez mais nas sequelas de sucesso. Um facto que nos é familiar e ao qual lhe abrimos a porta de casa frequentemente. A tendência para dar continuidade a um filme tem vindo a ser uma estratégia muito utilizada pelos realizadores de cinema, cujo êxito pode ser comprovado em sagas como “James Bond”, “Star Wars”, “Star Trek” e “Harry Potter”.

Este é um fenómeno que tem vindo a ganhar vida nos últimos anos e que se prevê que aumente, tendo em conta as vantagens e as consequências que acarreta. Falemos, de imediato, das séries, que são o culminar da aposta em sequelas. Aliás, vários filmes lançados no verão passado demonstraram que os estúdios cinematográficos preferem, deste modo, evitar os riscos. Isto, porque as sequelas, que vão ao encontro das séries (que são cada vez mais, melhores e mais acessíveis), “poupam dinheiro dos estúdios em termos de produção, sendo mais fácil fechar contratos com empresas interessadas num mesmo produto”. Tal afirmação é dita pelo porta-voz da Exhibitor Relations, que considera que as sequelas acabam por ser uma garantia de sucesso, daí vermos tantas em Hollywood.

Neste sentido, há que ter em consideração que a indústria tem muito a ganhar em produzir sequelas, por razões económicas e de marketing. É possível “reutilizar” personagens, objetos e até cenários que já foram feitos para um filme anterior. É possível rentabilizar a equipa que já trabalhou em conjunto anteriormente, sabendo de antemão quem faz o quê e de que modo, gerando-se uma familiaridade no trabalho. Mais acrescento que a sequela acaba por criar menores riscos em termos de audiência, pois já se gerou, a priori, uma base mínima de fãs e seguidores daquele universo.

O fenómeno das sequelas a nível cinematográfico acabou por gerar o fenómeno das séries. Diferentes do conceito de novelas, as séries têm cada vez mais espectadores, que passam mais tempo em frente ao ecrã do computador ou da televisão a ver maratonas de episódios. E por mim falo. Com a maior acessibilidade da internet, com o maior número de canais de televisão a que temos acesso, bem como à criação de novos serviços, como a Netflix, que eliminam a propaganda, oferecem serviço personalizado e alta definição, são muitas as pessoas que recorrem às séries para se abstraírem do quotidiano e vivenciarem outro tipo de ambientes. “Friends”, “Game of Thrones”, “Breaking Bad”, “Mad Men” são nomes de séries que não nos passam ao lado pelo sucesso que obtiveram e pelo número de seguidores que fidelizaram.

Game of Thrones | Fonte: HBO

Nesta perspetiva, podemos falar até em blockbusters nas sequelas e nas séries, visto que a indústria do entretenimento tomou conta do mercado e hoje não são tão reiterados os filmes independentes, daí a produção de trilogias como “Indiana Jones”, “The Lord of the Rings” ou “Pirates of the Caribbean”.

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Maria João Mesquita

Licenciada em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, sempre fui apaixonada pelo mundo jornalístico, pelo que trabalho atualmente num jornal/rádio/televisão de Famalicão. Gosto de escrever e sempre me atraiu esta área, porque me permite dar asas à minha criatividade e ir mais longe. O céu é o limite.

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