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HistóriaSociedade

Roswell, a Capital Alienígena

Teoria da Conspiração

Extraterrestre (eis), adj. 2 gén. Fora da terra ou do seu ambiente; s. m. ente de fora da terra.

– em “Dicionário da Língua Portuguesa”

2 de Julho de 1947, Novo México

Numa noite de tempestade, o som projectado pelos trovões estremeciam em simultâneo com a chuva incessante. Um som de uma explosão intensa a poucos quilómetros da quinta Foster, junta-se e mistura-se com o temporal.

William “Mac” Brazel, capataz da quinta, sai na manhã seguinte a cavalo para verificar os estragos causados pelas intempéries.

A 120 kms à nordeste de Roswell, no deserto, Brazel encontra destroços espalhados e despejados por terra: madeira balsa e um papel de alumínio com uma textura tão fina e tão invulgar que surpreenderia qualquer um. Recolheu algumas provas e levou-as ao Xerife George Wilcox que este, por sua vez e num ápice, comunica para a Base Aérea de Roswell.

Sem demora, três oficiais apresentaram-se prontamente: Coronel William Blanchard, Major Jesse Marcel – máximo oficial – e um agente de contra-espionagem.

Estes, também, recolheram o a material dos destroços e o Coronel Blanchard interroga “Mac” Brazel.

Além das provas vistas pelo último, os militares encontraram, também, hieróglifos inusitados gravados na madeira, todos com o mesmo padrão, em tons rosa e roxo.

Major Marcel leva consigo algumas amostras para casa com o intuito de mostrar ao filho, Jesse Marcel Jr., na altura, com 11 anos – restando, até 2013, a única testemunha viva do sucedido. Marcel Jr. corroborara todas as descrições dos destroços e, ainda, que o papel de alumínio teria uma espécie de memória: o material, quando dobrado, voltava ao seu estado inicial, desdobrando-se de forma milagrosa e que, também, seria imune a qualquer tipo de corte.

Nesta altura, todos sabiam que estavam perante a um fenómeno inexplicável…

Comunicado da Imprensa

Coronel Blanchard pede para chamar o oficial de informação pública, Walter Haut e exige um comunicado: o primeiro foi na Rádio ABC e, no dia 8 de Julho de 1947, sai o segundo comunicado na Roswell Daily Record que referenciava a captura de um disco voador, pela Base da Força Aérea de Roswell (RAAF – Roswell Army Air Field)

Roswell Daily Record – “RAAF captura disco voador na quinta em Roswell”

Afinal…

Após a grande manchete do jornal, no mesmo dia, o material foi enviado para a Base de Fort Worth, e esta, por sua vez, pediu de imediato uma nova conferência de imprensa para uma explicação oficial.

A Força Aérea mandou corrigir o mal entendido e fotos com o Major Marcel foram tiradas a segurar os destroços que, afinal, seriam de um Balão Meteorológico.

Major Marcel com os destroços do Balão Meteorológico

A população acreditara nos militares, o mal entendido fora desfeito e o Caso Roswell acaba por cair em esquecimento.

30 anos depois

Em 1978, o físico nuclear, pesquisador e ufólogo Stanton Friedman localiza e entrevista Marcel, nesta altura, já ex-major. Este confessa que a madeira balsa, o papel de alumínio com uma textura fina e invulgar e os hieróglifos inusitados gravados na madeira teriam sido substituídos por material de balões meteorológicos e que ele teria sido obrigado a pousar para as fotografias com o objectivo do governo americano encobrir a verdade.

Friedman recolhe o depoimento e publica no jornal Empire e, desta forma, três décadas depois do incidente, renasce o Caso Roswell.

Novas investigações e testemunhas

Friedman investiga e interroga cerca de 60 pessoas que poderiam ter algo a dizer sobre o caso e eis que surge uma testemunha: Glenn Dennis, o agente funerário.

Este contou que teria recebido dois telefonemas da parte dos oficiais do exército: a primeira ligação a perguntar se teria, por alguma eventualidade, caixões pequenos e, já no segundo telefonema, a indagar sobre como conservar a estrutura química de um corpo num deserto.

Em seguida, Glenn Dennis dirige-se à Base da Força Aérea de Roswell e, no hangar 84, observa uma ambulância totalmente protegida pelo exército.

A dada altura, sem qualquer precisão temporal cronológica, Glenn encontra a enfermeira encarregada de acompanhar e fazer anotações de autópsias naquela época. Em êxtase e em modos de alucinação, disse-lhe que a teriam chamado para ajudar numa autópsia de “um ser que não era deste mundo”, descrevendo o “ser” com ajuda de um esboço: tinha cerca de 120 cm de altura, sem nariz nem orelhas, apenas orifícios, boca pequena, olhos grandes, quatro dedos e fedia horrivelmente.

Por esta razão, teriam-no levado para o hoje famoso hangar 84.

A enfermeira nunca fora encontrada assim como o desenho.

Reprodução do desenho da enfermeira feito por Glenn

Relativamente a William Haut, responsável pela manchete do dia 8 de Julho de 1947, também interrogado nos anos 80, disse que o Coronel Blanchard estava muito seguro e confiante. Este teria ditado cada linha do comunicado, inclusive o termo “disco voador” para o título do jornal.

Já em 1995, surge o popular vídeo “secreto” da autópsia do ET recolhido dos destroços de Roswell, alegadamente, cedido (ou vendido) pelo próprio cameraman que testemunhou e gravou a autópsia.

Este preferiu permanecer em anónimo.

Porém, tudo passou de um esquema e foi provado que o vídeo era falso e hoje conhecido pelo título “Alien Autopsy: Fact or Fiction”.

Neste ponto da situação temos o Caso Roswell baseado unicamente em testemunhas.

Projecto Mogul – a explicação

Estamos em 1947, com a II Guerra Mundial terminada e prestes a iniciar a Guerra Fria entre os EUA Capitalista e a União Soviética Socialista.

Vantagem dos EUA: possuíam a Bomba Atómica.

Contudo, era apenas uma questão de tempo da União Soviética desenvolverem, também, uma bomba similar. O governo americano não poderia deixar que tal acontecesse e, por isso, a melhor forma para a descoberta de uma eventual bomba soviética seria na propagação de som. Assim, enviaram um microfone para a estratosfera.

Então é criado o projecto ultra-secreto, com a mesma classificação do Projecto Manhattan (que desenvolveu a bomba atómica): o Projecto Mogul.

O Projecto Mogul baseava-se em colocar transmissores em balões de látex, preenchidos por papel de alumínio e madeira balsa.

Durante o lançamento, deu-se uma tempestade e fez com que os balões do projecto caíssem em Roswell. Como o material usado era látex, papel de alumínio e madeira balsa, não lhes interessaram recuperar.

Aproveitando o furor dos ufólogos e aficionados do tema, o governo americano aproveitou as histórias, versões e teorias a seu bel-prazer e continuou a fazer testes e experiências secretas, como temos o exemplo da Área 51: para os cépticos é a Instalação da Força Aérea dos Estados Unidos (cujo objectivo é desconhecido para a população) e, em contrapartida,  os crentes da ufologia defendem que há, pelo menos, um extraterrestre mantido em cativeiro pelo governo americano nas instalações.

Há quem defenda que o governo americano plantou histórias e criou testemunhas, como no caso do piloto Kenneth Arnold, autor do primeiro relato de avistamento de 9 objectos no céu. Dadas entrevistas, a imprensa começou a cunhar o termo “Disco Voador”. Este acontecimento, aparentemente, deu-se 2 semanas antes do Caso Roswell.

E os hieróglifos?

Os documentos referentes ao Projecto Mogul, em 1994, traduziram-se num descoberta bastante interessante.

O espaço contratado para montar os reflectores dos balões do Projecto, havia sido uma fábrica de brinquedos e foi usado todo o material disponível incluindo, até, fita adesiva infantil florida de cor roxa.

Sob o sol do deserto e com o calor intenso, a tinta decalcou e manchou a madeira balsa e, por isso e devido às intempéries, a fita adesiva descolou e foi levada pelo vento.

Verdade ou mentira?

Muitos acreditam que o governo tem andado a esconder provas durante 60 anos e acreditam piamente que o incidente de Roswell foi, de facto, um despenhamento de um disco voador. Dadas as circunstâncias e sururu da altura – com testemunhas e alegados avistamentos de OVNIs – a queda em Roswell, também, caiu como uma luva para os crentes.

Em contrapartida, os descrentes desta teoria, o que caíra como uma luva fora a explicação do Projecto Mogul.

Os últimos perguntam se, de facto, o material usado daria efectivamente para viajar no espaço e atacam e apontam o dedo que o próprio Marcel Jr. confessou que viu o material, sim, porém e pensando melhor, confessa não se recordar lucidamente no que toca ao papel de alumínio ter a capacidade de desdobrar-se sozinho uma vez dobrado inicialmente.

Três décadas após o incidente, a memória, com certeza, falha pois os cépticos não querem calar com argumentos de “falsa memória”. Relatos de testemunhas não são – nem podem ser – totalmente credíveis, segundo eles.

Roswell hoje

Roswell, hoje em dia, respira ufologia e é considerada a capital dos OVNIs.

Glenn, o agente funerário, em Setembro de 1991, abriu o Centro Internacional de Pesquisas e Museus de OVNIs (International UFO Museum and Research Center) onde podemos encontrar uma vasta documentação sobre extraterrestre, uma recreação sobre o Caso Roswell, decorações e réplicas de hipotéticos ETs.

“Viemos do Espaço”

Há diversas teorias com as quais os amantes de ufologia se agarram e os cépticos abanam a cabeça de forma negativa e determinante:  a construção das pirâmides egípcias e seus hieróglifos produzidos pelos extraterrestres; os famosos Homens de Negro que alegadamente fazem parte do governo americano cujo propósito é esconder e manter em segredo qualquer tipo de história ou versão sobre extraterrestre, não se coibindo de usar a força e tortura ante as testemunhas; o depoimento do astronauta Dr. Edgar Mitchell que, durante a sua carreira e permanência no espaço, teve vários encontros com extraterrestres sendo estes ocultados acrescentando, ainda, que a tecnologia deles é tão sofisticada que caso fossem hostis já nos teriam exterminado; o episódio da NASA, em 2012, quando cortou a transmissão em directo para ocultar uma passagem de um objecto não identificado no espaço e com o óbvio objectivo de esconder a verdade; entre muitas, mas muitas outras milhares de histórias e testemunhas!

Como outro exemplo, recentemente, pesquisadores da Universidade de Chicago, após um estudo realizado, conclui que o nosso polvo terá natureza alienígena pois o ADN é bastante diferente dos demais mostrando, assim, que este animal tem mais de 33 mil genes codificadores de proteínas enquanto nós possuímos 19 mil. Desta forma e segundo estes biólogos, o genoma é de origem extraterrestre.

Em complemento, há diversas histórias de mensagens recebidas dos ETs: o famoso sinal WOW!, de 1977, recebido pelo Jerry E. Ehman e que muitos consideram ser um sinal de uma civilização extraterrestre, pois o sinal recebido com uma sequência de seis números e letras (onde Ehem, junto da sequência, teria escrito “wow”), com duração de 72 segundos, destacaram-se das ondas de rádio vindas do espaço; o Sinal Cassini, capturado pela sonda Cassini em 2004, em Saturno, com a mensagem, em inglês, “you people are urged to drop the Earthly impulse” (“recomendamos que abandone o seu impulso terrestre”); a imagem capturada pela NASA de Black Knight (Cavaleiro Negro) que alguns acreditam ser um objecto com cerca de 13 mil anos e de origem extraterrestre que orbita a Terra em órbita quase polar; entre muitos outros sinais, captados ou não efectivamente e que saíram para a praça pública.

“Viemos do espaço” é, de facto, a mensagem que é aguardada ansiosamente por todos os ufólogos – e não só –, do planeta Terra.

No entanto, eles já nos rejeitaram de forma pomposa e faustosa nos anos 80, quando o sinal é recebido de uma das luas de Júpiter, a Ganímedes. Um dos funcionários da NASA, quando não percebe o sinal, envia resposta, em Código Morse, a dizer precisamente isso: que não tinha compreendido a mensagem. Após dias ou meses, dependendo da versão, recebem reposta, através do mesmo sinal codificado, que enunciava o seguinte:

“Não estamos a falar convosco.”

Sob pena de iniciar uma discussão estrelar, reduzimo-nos à nossa insignificância terrestre. Uma atitude sensata e adequada uma vez que, segundo testemunhas, a tecnologia deles será anos-luz avançada em comparação à nossa.

Posto isto, resta-nos aguardar por um surgimento e chegada deles ou, somente, esperar pela mensagem tão aguardada vinda do espaço imenso e infinito…

Até lá e a quem interessar, terá sempre o Centro Internacional de Pesquisas e Museus de OVNIs em Roswell para visitar ou, então, olhar simplesmente para o céu com esperança e expectativa!

Por fim, deixo-vos a questão de Carl Sagan:

O que é mais assustador? A ideia de extraterrestres em mundos estranhos ou a ideia de que, em todo este imenso universo, estamos sozinhos?

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Rita Morais de Oliveira

Sem apresentações hollywodianas, nasci em 1988 no Nordeste Transmontano, Portugal. Encontrei o meu habitat na escrita desde que comecei a ler e a escrever. Nos meus tempos livres, além de Freelancer de Conteúdos, também sou uma aspirante escritora em (eterna) construção e indiscutivelmente contra o Novo Acordo Ortográfico. Com dois contos editados nas Antologias "À Margem da Sanidade" e "O Penhasco" - "E a cortina cai" e "O Anjo da Misericórdia", respectivamente -, outro publicado - "Doce Sentença" - e um livro em criação. Prevalece sempre o mesmo género literário: policial, thriller, suspense e algum terror psicológico. Como o nosso velho amigo Albert Einstein disse: "Criatividade é inteligência divertindo-se."

One Comment

  1. Ufos sempre vão sempre confundir as nossas reflexões acerca das conspirações. Como até hoje nunca foi gravado um autêntico contato, é impossível dizer que realmente aconteceram. Por outro lado, a imensidão do espaço nos leva a questionar a nossa existência, estamos sozinhos, dada ao tamanho do universo que foge das nossas compreensões, acredito que não.

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