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Ciências e TecnologiaTecnologia

Realidade ou magia: a Microsoft responde

Quando se fala em Microsoft, é de se esperar que uma simples conversa se torne uma discussão calorosa sobre a eterna rivalidade entre esta empresa e a eterna oposição empresário-tecnologica, Apple. Esta rivalidade pode ser compreendida pela genialidade de ambos fundadores, Steve Jobs e Bill Gates. A Microsoft sempre foi comandada pelo seu fundador, ao contrário da Apple, que por determinados períodos esteve sem a presença integral de seu maior tutor. Mas se as semelhanças são tantas, porquê que a Microsoft não tem um passado recente tão glorioso quanto a sua arqui-inimiga?

A Microsoft teve início no mesmo período de sua concorrente, no ano de 1975, quando Bill Gates e seu amigo estudante Paul Allen, decidiram fundar uma empresa de nome Microsoft (cujo termo deriva de Microcomputer e Software), o que inicialmente foi criada para desenvolver um software para a empresa IBM rodar em seu computador Altair 8800. Quatro anos depois, a IBM contrata oficialmente a Microsoft para desenvolver seu sistema operacional com a intenção de concorrer com o futuro projecto do computador Lisa, da Apple.

Conjuntos de acasos acabaram por traçar esta magia que envolve a dinâmica do mundo das tecnologias que mais nerds arrasta. E um nerd que seja nerd que se preze, sabe que a Microsoft oscila bastante…entre a magia e a dura realidade!

É inegável a popularidade que o sistema operacional da Microsoft, o odiado e amado Windows, possui no segmento em que actua. A pesquisa de mercado mais recente publicada no TecMundo aponta que o SO está presente em mais de 90% dos computadores do mundo todo. Gostando ou não, esse é um resultado bastante expressivo e que mostra que a companhia domina a categoria com muita folga. Mas, como muitos devem saber, nem sempre foi assim. O Windows não nasceu da forma como o conhecemos e nem com todos os recursos com os quais estamos familiarizados. Houve um processo gradual de evolução em que a Microsoft aprendeu quais eram as necessidades das pessoas e aperfeiçoou funcionalidades para equipar o seu programa.

Lançado em 2012, o Windows 8 foi a tentativa mais radical da Microsoft de alterar o visual do seu sistema operacional. A mudança foi motivada por causa da chegada dos dispositivos que respondem ao toque, eliminando, por causa disso, o Menu Iniciar e dando lugar a uma tela totalmente nova que se baseia no uso de “tiles” (pequenos quadrados que representam um programa).

A mudança na aparência não agradou a todos, o que culminou no “fracasso” do sistema operacional. Apesar disso, o Windows 8 é ligeiramente mais rápido que seu antecessor e trouxe muitas novidades, como o suporte ao USB 3.0 e a Loja do Windows. Uma versão para dispositivos móveis e com suporte para processadores ARM, baptizada de Windows RT, também foi lançada, mas não fez o sucesso que a companhia esperava. É caso para dizer que a realidade foi bastante dura!

A 30 de setembro de 2015 a Microsoft realizou um evento para mostrar que o seu sistema operativo está a ser reformulado, graças à nova major update apresentada para consumidores e membros da imprensa. Sim, chegou o novo Windows 10 — pois é, esqueceram-se do “nove” —, que vai substituir o Windows 8 no mercado. Este novo sistema trará mudanças a nível de unificação, ou seja, o mesmo Windows 10 utilizado por computadores será também de tablets, smartphones e outros aparelhos. Além disso, as novidades mais relevantes expressam-se pela existência da operação de várias janelas, possibilidade de visualizar na tela vários ecrãs de trabalho, explorador de arquivos, entre muitas outras…será esta a magia que tanto esperávamos?

Podemos pular entre o bom e o mau desta companhia. Podíamos pular entre escândalos. Mas o mais importante é esta magia que a Apple parece não ter: as memórias de ter um sistema que cresceu connosco e que, tal como nós, passou por pontos duros da vida.

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Raquel Soares

Aluna de Direito na Universidade Do Minho com uma paixão por livros, filosofia, psicologia e o mundo. Não procuro um mundo melhor, mas esforço-me para construí-lo! Sou activista da Amnistia Internacional em Portugal e participante em projectos que visam a dinamização e a efectivação dos Direitos Humanos. Membro da Associação Universitária de debates nacional e colaboradora da ELSA UMinho.

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