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Querido Pai Natal…

Chega o mês de Dezembro e este senhor barbudo de vestes vermelhas e brancas e de origem nórdica não tem mãos a medir. Os desejos amontoados ao longo do ano são agora reunidos em listas para serem pedidos ao Pai Natal mas, como este não tem mãos a medir, delega aos seus súbditos, entenda-se, à família.

Para facilitar o processo, começa por se elaborar uma lista com os nomes das pessoas a quem presentes se pretende oferecer. Ao início parece tarefa fácil e divertida, principalmente quando executada antes da dita época. Porém, a tipicidade portuguesa manda que as compras sejam feitas à última hora, o que transforma toda a experiência natalícia num autêntico filme de terror.

Melhor será que se esteja atento aos sinais alheios de apreço de algum objecto. Dicas como “Ah, tão giro, não me importava nada de ter aquilo” são bons indicadores que facilitam a compra. Se não existe nenhum indício, opta-se pela tendência, por aquilo que está na moda, diminuindo-se a probabilidade de falha, de se obter aquele sorriso amarelo do “é tão giro”, mas no fundo (e não precisa de ser muito lá no fundo) não se gostou nada do que se está a receber. Hoje em dia, com toda a oferta, é fácil comprar coisas giras. Claro está que há o factor dinheiro, mas existem sempre presentes para todos os gostos e, consequentemente, para todos os cordões.

Para bolsos mais recheados que não contam o valor, existe toda uma panóplia de presentes que dependem somente da imaginação, já que dinheiro não é problema. Ofertas de viagens de longo curso, automóveis topo de gama, joalharia requintada são algumas das opções. Contudo, a conjuntura do nosso país não permite grandes excentricidades e as nossas sugestões recairão para presentes ao estilo low cost.

Imagem 1Hoje em dia o que não faltam são lojas cheias de artigos giros, que agradam a ambos os sexos, adequados a todas as idades e a preços que dão vontade de comprar a loja inteira. Exemplo disso são a Ale-Hop, a Tiger, a Primark, a Natura Selection, a IKEA, entre outras. Se a aposta recair sob o comércio tradicional, todos os anos existem feiras de natal tais como a Natalis e o Mercado de Natal do Campo Pequeno, onde pode comprar prendas originais e únicas, de fabrico artesanal e 100% português. Contudo, é importante que esteja atento às datas, pois estas feiras normalmente têm início em Novembro e terminam logo no princípio do mês de Dezembro.

Por fim, se para além de oferecer presentes originais pretender ajudar quem mais precisa, existem lojas solidárias, muitas delas online que lhe permitem fugir ao caos dos centros comerciais. Exemplo disso é a Associação Cais que, em parceria com a Super Bock, criou uma loja solidária online onde comercializa produtos conceptualizados e produzidos pela Cais Recicla. O conceito é inovador e pretende dar uma outra vida aos desperdícios industriais da Super Bock, criando-se assim produtos com um design inovador, que são amigos do ambiente mas que, acima de tudo, são solidários. Outro exemplo de sucesso é o projecto Remix promovido pela Associação Entremundos, que também fomenta este conceito do Eco-design, integrando a comunidade de moradores e designers para a concepção de peças que reaproveitam materiais de desperdício industrial.

Sim, porque esta coisa do Natal é mais que episódios de loucura em centros comerciais e dar gasto ao ordenado extra que ainda se recebe por este mês. O Natal são valores e é a união da família. Não por ser Natal, porque assim deveria ser o resto do ano, mas ao menos que se utilize esta época como desculpa para que pelo menos uma vez por ano se juntem aqueles de quem mais se gosta, que se rasguem sorrisos e se deem abraços, em verdadeiros momentos de união, de amizade e de amor.

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Sara Pereira

O que me define não é a formação académica ou estudos complementares.
Sou isto: nem mais nem menos que alguém, mas ninguém é igual a mim. Sou única, com os meus defeitos e virtudes.
Sou complexa e simples ao mesmo tempo. Por vezes complexa nas alturas em que deveria ser simples, nunca ocorre no tempo certo ou na medida exacta. Sou descomedida na medida do equilibrado. Sinto muito mas esqueço depressa. Apaixono-me constantemente pela paixão e sofro desilusões assolapadas. Cada dia, mais que em qualquer outro tempo, tento equacionar que não é nem será a ultima vez que as sofro e assim aprendo a senti-las menos.
Sou sonhadora e vivo a sonhar com um mundo que seja um lugar melhor para nós. Gosto de viver alienada desta dita realidade que me rodeia, para não sabotar quem sou. Sou uma alma em constante desconstrução para que me possa continuar a construir. Tenho eternas perguntas que nunca serão respondidas.
Gosto de escrever. O que me falta na comunicação verbal, compenso na escrita. Gosto da fluidez das palavras, do peso que podem adquirir, da maneira como podem tocar, do significado escondido que podem ter. Para além do que dizes ser óbvio há sempre mais, se escolheres ler-me. E quando verdadeiramente me lês, sou isto: nem mais nem menos, mas feliz por ser assim.

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