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Quentin Tarantino: “Perguntam-me se andei na escola de cinema e eu digo que não. Fui ao cinema”

Realizador, argumentista, diretor e ocasionalmente actor, Quentin Tarantino é conhecido pelos seus guiões não lineares, pelos diálogos memoráveis e pelo uso intenso da violência, algo que veio trazer uma nova vida ao padrão de filmes norte-americanos.

Nascido em março de 1963, em Knoxville, estado americano do Tennessee, Tarantino é o mais famoso dos jovens diretores por detrás da revolução de filmes independentes dos anos 90, tornando-se conhecido pelo abrangente conhecimento de filmes, tanto populares, quanto os que se consideram “cinema de arte”.

Quentin Tarantino | Fonte Kirk McKoy/Los Angeles Times

Proveniente de uma família humilde, foi aos 17 anos que teve contacto com o mundo cinematográfico, ao trabalhar num videoclube. Prestou atenção aos filmes que via e ao que o público gostava, tendo dito, um dia, a um jornalista o seguinte: “perguntam-me se andei na escola de cinema e eu digo que não. Fui ao cinema”. Fez ainda figuração em alguns filmes até juntar o dinheiro necessário à realização de “Reservoir Dogs” (1992). Rodado com um orçamento baixo, o filme foi apresentado no Festival de Sundance e foi recebido com entusiasmo, apesar da sua violência “gratuita” e de uma cena de tortura que se tornaria célebre.

O filme conquistou a aura de culto pela Europa, tendo arrecadado vários prémios em festivais ingleses. Tarantino assinou depois a autoria dos guiões de “True Romance” (1993) e de “Natural Born Killers” (1994). Durante as rodagens deste filme, Tarantino manteve uma acesa disputa com o realizador Oliver Stone, acusando-o de retalhar o argumento original do filme, desvirtuando o caráter das personagens. Contudo, foi o seu filme seguinte que causou uma “onda de choque”. “Pulp Fiction” (1994) foi um êxito sem precedentes que ajudou a popularizar um filme brutal e dinâmico que conta uma sucessão de histórias que acabam por se interrelacionar. O sucesso mundial da película culminaria com a obtenção da Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Igualmente célebre pelas suas afirmações e ações polémicas, Tarantino fundou em 1997 uma empresa discográfica: a Band Apart Records, especializada em bandas sonoras de filmes. Em novembro desse ano, foi condenado a pagar cinco milhões de dólares a um ator por o ter esmurrado num restaurante.

Entretanto, Tarantino reaparece em 2002 com “Kill Bill”, filme que, embora considerado por muitos como uma obra de arte, é, em simultâneo, severamente criticado pela violência das suas cenas. A história conta-nos, em trejeito épico, a luta de uma assassina de elite, interpretada por Uma Thurman, cujo objetivo é, após acordar de um coma de cinco anos, vingar-se do ex-patrão.

Uma Thurman em Pulp Fiction

Regressando às polémicas de Tarantino, em outubro de 2015, o mesmo afirmou que os polícias norte-americanos eram uns “assassinos”, após um tiroteio que resultou na morte de uma criança negra, de 12 anos. Estas declarações ocorreram num protesto inserido numa iniciativa organizada pela associação de movimentos ativistas pró-direitos dos negros, a Black Lives Matter.

Apesar de todo o espólio cinematográfico e de todas as polémicas em que esteve envolvido, o maior sucesso do realizador, para já, foi “Django Unchained” (2012), que arrecadou mais de 420 milhões de dólares a nível mundial.

Algumas curiosidades sobre Quentin Tarantino:

  • É apaixonado pelo cinema australiano.
  • Usou 450 galões de sangue em “Kill Bill”.
  • É obcecado por pés femininos.
  • Detesta fazer propaganda de produtos nos seus filmes.
  • Faz referência à Holanda em quase todos os filmes.
  • Tem um currículo maior como ator, produtor e argumentista do que como diretor.
  • Criou versos bíblicos em “Pulp Fiction” (1994).
  • Adora polémicas com jornalistas.
  • Segundo a própria mãe, Tarantino tem um Q.I. de 160, o mesmo que Stephen Hawking, mas mal concluiu o secundário.
  • Tarantino já trabalhou para o mercado porno, mas detesta pornografia.

Filmes mais célebres de Tarantino, segundo o IMDB:

  1. “Pulp Fiction” (1994)
  2. “Django Unchained” (2012)
  3. “The Hateful Eight” (2015)
  4. “Inglourious Basterds” (2009)
  5. “Reservoir Dogs” (1992)
  6. “Kill Bill Vol. 1” (2002)
  7. “Kill Bill Vol. 2” (2003)
  8. “Jackie Brown” (1997)
  9. “Death Proof” (2007)
  10. “My Best Friend’s Birthday” (1987)

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Maria João Mesquita

Licenciada em Ciências da Comunicação na Universidade do Minho, sempre fui apaixonada pelo mundo jornalístico, pelo que trabalho atualmente num jornal/rádio/televisão de Famalicão. Gosto de escrever e sempre me atraiu esta área, porque me permite dar asas à minha criatividade e ir mais longe. O céu é o limite.

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