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PolíticaPortugal

Quando a escola é de todos mas não é de ninguém

É uma autêntica guerra. É mais comentada que um jogo de futebol do campeonato da Europa e faz as delícias dos inúmeros órgãos de comunicação social. Este novo governo, todos falamos que é novo mas este governo já está há tanto tempo em exercício que está a caminhar para velho, vai retirar os subsídios às escolas privadas. Esta medida vai começar a partir do próximo ano lectivo.

Se é para todos os colégios ou só para alguns, isso ainda ninguém percebeu. E também não é preciso. O que é preciso é juntar o máximo de criancinhas e os respectivos pais e vesti-los de amarelinho quais pequenos canários à solta. O amarelo faz as delicias dos telejornais e até se chegou a discutir se a pivô X que vestiu de amarelo no dia Y era a favor ou contra os colégios privados.

Falando nos colégios privados, naqueles que estão sempre nos primeiros lugares dos rankings das escolas, existe sempre o outro lado da história… a escola pública. Falando em escolas públicas: privadas, básicas e secundárias, devo dizer que fiz todo o meu percurso académico na escola pública e que não tenho motivos de queixas.

As escolas públicas são conhecidas por aceitarem todos, os filhos dos agricultores e os primos dos doutores. No final os filhos dos doutores tornam-se arruaceiros e a pequena camponesa sai do secundário pronta a tornar-se presidente da câmara municipal local. A escola privada também aceita todos, desde que paguem. Dinheiro para pagar as mensalidades que englobam: uniformes, aulas, infraestruturas e as trezentas actividades extra-curriculares que têm como objectivo formar os futuros líderes de amanhã.

Os colégios alemães, franceses e o moderno estão furiosos com o corte no financiamento ordenado pelo ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues. O Bloco de Esquerda nos seus cartazes diz que onde há escolas públicas não se deve financiar colégios privados. Pessoalmente eu concordo. É uma forma de resolver esta disputa que até já viu a intervenção do divino com as declarações que o Cardeal Patriarca de Lisboa prestou aos microfones da Rádio Renascença. O santo senhor está do lado dos amarelinhos, o que é normal já que metade dos colégios privados são detidos por instituições religiosas.

Nesta guerra entre Escolas Públicas e Escolas Privadas, quem sofre são as crianças. As crianças que aparecem na televisão em manifestações em que a maioria não sabe muito bem o porquê, apenas porque os professores pediram. Estão ali para defenderem as suas escolas só que estas não vão acabar, não se preocupem. Desde que o ensino continue a ser um negócio lucrativo vai continuar a haver escolas publicas e escolas privadas.

Para acabar, os senhores professores e pais de alunos é que poderiam deixar aquela história de mandar às quinhentas cartas para o senhor Presidente da República ler. Está certo que ele é um professor, um homem que lê muito mas tem outras coisas a fazer e não pode aturar pirraças pois é isso que parece.

Esta vai ser uma história que vai engordar as manchetes na silly season.

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Andreia Rodrigues

Fui para jornalismo pois sempre me interessou o que se está a passar no mundo e gostaria de fazer parte dessas mudanças. Sou comunicativa e uma amante das artes. Na escrita sinto que ganho assas para viver outras vidas e penso que é um grande complemento ao jornalismo. A criatividade é a minha principal faceta e a vontade de trabalhar e aprender cada vez mais a gasolina que me move em busca do meu lugar ao sol no mundo da comunicação social.

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