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Quando a cura se torna no vício

Por entre as drogas ilícitas e o consumo excessivo de álcool existe um vício silencioso, que, lentamente, corrói o organismo e tudo o que está à sua volta. A dependência química dos medicamentos prescritos por ordem médica, isto é, drogas legalmente permitidas, é um retrato que reflecte o quotidiano de muitos, que perderam o controlo da situação, quando a cura se torna no vício.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população mundial sofre de dependência química de medicamentos prescritos por ordem médica. Desta estatística não constam apenas as pessoas que sofrem do vício, bem como todos aqueles, familiares, amigos e outras pessoas próximas da pessoa dependente, que convivem de perto com o vício.

Analgésicos, anti-inflamatórios e ansiolíticos, do qual fazem parte o grupo de fármaco dos benzodiazepínicos, mais conhecidos como calmantes, são algumas das substâncias que podem causar uma dependência química grave originando falhas no normal funcionamento do organismo, em especial o último grupo de fármaco.

Associado ao estilo de vida das sociedades contemporâneas dos países desenvolvidos estão elevados níveis de stress e ansiedade que tornaram comum o uso de ansiolíticos, como forma de suportar o elevado ritmo de trabalho. Por serem drogas de curto prazo, mas que produzem um efeito imediato, a probabilidade de consumir com mais frequência determinado ansiolítico aumenta o risco de dependência e auto medicação.

Num inquérito realizado pela Deco, em 2013, a mais de 12.500 pessoas, ficou concluídomedicamentos-tratamento-ansiedade que poderão existir cerca de 250 mil portugueses com sinais de dependência de ansiolíticos ou medicamentos para tratar insónias e quatro em cada 10 já ingeriram, pelo menos uma vez, este tipo de fármacos, alertando para a problemática da dependência química de fármacos prescritos.

Assim, abordar a dependência química de medicamentos legais, que pelo seu uso ser permitido por lei se torna mais difícil de controlar, como uma doença no mesmo patamar que a dependência química de drogas ilegais é um passo importante para que esta questão seja encarada da forma correcta.

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Estela Tavares

Sem dúvida, que a comunicação é uma paixão inegável e que me define como pessoa, por isso, a licenciatura em jornalismo, na Escola Superior de Comunicação Social foi um passo natural. Poder escrever sobre o mundo, que nas suas múltiplas manifestações nos fornece a matéria-prima, que nos rodeia é um privilégio.
Quanto a mim, os vícios por porta-chaves, sapatos e o Nadal (um grande tenista) são algumas das características, que segundo os meus amigos me conferem uma loucura q.b

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