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Qual o segredo do crime no Norte?

Desde há uns anos que a literatura policial nórdica tem vindo a crescer nas prateleiras das livrarias. Aliás, não a nórdica no sentido geral da palavra – a literatura policial no Reino Unido já tem um largo passado, com grandes nomes como Agatha Christie, ou Sir Arthur Conan Doyle. Estamos a falar, desta vez, de literatura que vem de um norte ainda mais frio, mais propriamente, da Escandinávia.

Nomes como Stieg Larsson, Lars Kepler, Camilla Lackberg, Asa Larsson, Mons Kalentoft, entre outros muitos, são agora referência de uma tendência que tem estado em crescimento e tem agradado imensamente aos fãs e à crítica. E não vêm de um só país. Embora os exemplos acima sejam todos, curiosamente, autores suecos, os policiais nórdicos têm-nos chegado um pouco de todo o lado, entre Noruega, Finlandia, Dinamarca e Islândia, e em comum têm o êxito com que têm sido recebidos, além da excelência de uma escrita acessível e que prende no primeiro minuto. Tirando estes pormenores, os estilos diferem muito de autor para autor.

Inacreditavelmente, os países nórdicos têm uma taxa de crime muito baixa em comparação com outros países, como os Estados Unidos da América, de onde também nos chegam muitos (bons) autores de policiais. Será que esse facto também contribuiu para a imaginação? Não é estranho, na literatura, escrever sobre o fruto proibido, ou tentar explorar temas que não conseguimos compreender, ou explicar, mas que sentimos a necessidade de pensar sobre eles. Ou será que o passado de conquistas Vikings e de Bárbaros sanguinários, embora muito longínquos, ainda lhes assalta a mente?

Em artigos anteriores, já falei de Stieg Larsson e da sua trilogia Millenium, que tanto me surpreendeu e deliciou. Nos próximos meses, irei falar um pouco sobre outros autores e os seus respectivos policiais que me chegaram, esperando contribuir para que os leitores mais teimosos se rendam, como já tantos o fizeram à volta do mundo.

Quanto ao segredo do sucesso… Bom, talvez tenha que continuar isso mesmo, um segredo. Nós nem nos importamos que assim seja, desde que possamos continuar a usufruir desta mágica leitura.

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Rosa Machado

Por ser curiosa e fascinada pelo que não compreendo, considero-me uma devoradora de livros e uma criadora compulsiva, seja de contos no papel ou de histórias mirabolantes no dia-a-dia. Adoro animais, fotografia, música e filmes – arte em geral. Perco a noção do tempo com conversas filosóficas sobre nada, longas caminhadas para parte nenhuma, conversas exageradas com os amigos, e séries com ronha no sofá.

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