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Qual o poder da música?

Podemos dizer que a música começou logo na pré-história, com as primeiras imitações sonoras dos movimentos corporais acompanhados de sons vocais. A evolução trouxe-nos até àquilo que hoje conhecemos e ouvimos. O século XX foi de grande importância, pois houve uma expansão da música, no geral, através da rádio e do desenvolvimento das tecnologias. Os videoclips e concertos tornaram-se mais usuais. Tudo isto, claro, aumentou também a diversidade musical.

Contudo, qual é a afinal a importância da música? Qual o seu poder? Porque a música tem poder. O poder de nos tocar, através da transmissão de várias emoções.

Atualmente, diria que o poder da música pode estar relacionado com vários fatores. O instrumental, a letra, a história, o timbre… Há músicas que nos agradam, porque a melodia é agradável de se ouvir, há músicas que nos agradam, porque a letra conta uma história que nos desperta o interesse, ou porque nos identificados com a letra.

O mais importante é a mensagem que se passa. A música, como meio de transmissão que é, também passa mensagens. Mensagens que podem ser capazes de mudar opiniões, mentalidades, de mudar um país e, até de mudar o mundo. “Imagine”, de John Lennon, e “We are the World”, de Michael Jackson, são exemplos de músicas que, podemos dizer, ultrapassam fronteiras e unem o mundo. São músicas que nos fazem sentir que realmente somos todos iguais e, por isso, devíamos ser mais unidos, mais bondosos e, por consequência, mais felizes.

É claro que, além destas mensagens universais, existem as mensagens pessoais. Aquelas que não dizem respeito ao mundo, mas sim à nossa história de vida, e que nos passam ideias que nos deixam melhores enquanto seres individuais. Essas ideias podem ficar apenas pelo prazer, o prazer de ouvir.

Aquilo que cada um valoriza mais numa música depende de pessoa para pessoa e de música para música. Admiro a “Balada de um soldado”, de Mafalda Veiga, pela história emotiva de que fala, admiro “Foi Assim”, cantada por Simone de Oliveira, pelo belíssimo poema que representa, admiro “Trova Ao Vento Que Passa”, letra de Manuel Alegre, cantada por Adriano Correia de Oliveira – ou outro intérprete, pela forma como canta o meu país! Já as músicas de Enrique Iglesias, por exemplo, deixam-me bem-disposta, para cantar e dançar com amigos. E as dos Imagine Dragons para ouvir em casa, no silêncio do meu quarto. Todas estas músicas têm poderes sobre mim, poderes diferentes, mas poderes.

O poder da música é o poder que cada música tem em cada pessoa e o poder que uma música pode ter num país ou no mundo. Claro que, pela sua dimensão alargada, esta última ideia pode ser considerada um ideal de música. Entre o poder de nos fazer recuar, lembrando o passado, o poder de nos abrir pensamentos, entre instrumentais e poemas, a música tornou-se algo imprescindível para a maior parte das pessoas do mundo.

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Cátia Cardoso

Cresci junto às margens do rio Paiva. A natureza sempre me inspirou e a inspiração sempre me impeliu para a escrita. Aparte isso, acredito que nasci com uma missão: comunicar. E a estudar Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra, descobri ainda a paixão pelo cinema que veio juntar-se à paixão pelo teatro. O mundo e as pessoas levam-me a pensar e construir pontos de vista e opiniões, que não receio expor.

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