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Provar, mexer e reservar.

Ele há coisas que são como a comida. Não é para comer logo depois de cozinhar. Há que reservar. Que a espontaneidade é uma qualidade que muitos dizem apreciar, ainda que não espontâneos e na maioria das vezes não a apreciem. Porém, a ponderação também é importante, senão mais. Ambas têm o seu lugar.

Ora, chegou Maio e o que se me apresenta com tema é Fátima. Mais ou menos. Não voltou a aparecer ninguém em cima da oliveira, quanto muito ia lá parar um contentor espacial russo, desgovernado. Diz que chega hoje a parte incerta…

Escrevo sobre Fátima a pretexto da visita do Papa ao Santuário, daqui a dois anos, pela comemoração do centésimo aniversário das Aparições. Ora, tivesse eu, ateu de primeira, escrito sobre o Papa há uns meses e teria veiculado uma neutra consideração sobre a sua pessoa. Nem mal, nem bem, muito pelo contrário.

O facto é que o mundo precisa de um Papa que condene a discriminação e violência contra as mulheres, a não inclusão como iguais das famílias e indivíduos homossexuais na Igreja, os genocídios e mortes, devido a migração das populações. Felizmente, este Papa é muito menos conservador e retrogrado que os seus antecessores e que a maioria dos católicos e ateus. Papas assim serão certamente ainda mais bem vindos, a Fátima ou a qualquer lado, por todos.

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Ricardo Jorge

Lisboa, 1978. Licenciado e mestre em Arquitectura pela Universidade de Lisboa, estudou também Design e Ensino das Artes. Paralelamente a estas áreas desenvolve trabalho em Ilustração e Desenho com exposições regulares em Portugal.

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