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Profissão? Blogger e instagramer

Desengane-se quem pensa que ter um blog é coisa fácil. Se queremos ter um impacto efectivo no mundo dos bloggers, precisamos de dedicação, consistência e novidades! Tudo isso requer uma coisa: trabalho. Porém, o que fazer quando em Portugal ser blogger não é considerado uma profissão? Entrevistei várias bloggers e jovens instagramers que se dedicam todos os dias, com um único objectivo: apostar naquilo que gostam.

Num país que é considerado constantemente a cauda da Europa e um pontinho no meio do mundo, torna-se difícil não desistir dos nossos sonhos. Sobretudo quando essa ambição luta contra desejos de biliões de pessoas, influenciadas cada vez mais pelos media e pelos conceitos modernos de comunicação. Ser blogger é ser uma constante variável, com a única certeza de estar actualizada.

Como Adriana Lima, com 50,2k seguidores, expressa na entrevista dada ao blog Today’s Kelly, “Uma ‘it girl’ não tem que obedecer aos padrões actuais da indústria da moda, esse tipo de menina/mulher é aquela que capta a atenção sem tentar demasiado, é muito fiel a ela mesma”. Mais do que sobreviver neste planeta, de forma igual a tantos outros, estes são os profissionais que de forma coerente e artística vão produzindo novo conteúdo e acrescentando um pedacinho de si mesmos. O que recebem? Nenhum reconhecimento ainda, no que toca a categoria profissional.

Sem perder o animo, mas com a cabeça na terra, Sofia Coelho afasta a possibilidade imediata de se dedicar por inteiro a um blog só seu: “ainda não fiz o tal blog porque penso que me roubaria bastante tempo, algo que agora (como estou a terminar a licenciatura) é escasso!” Projecto que não pode ser realizado, por muitos outros jovens que hoje anseiam por expressar-se e conquistar o seu holofote mundial, devido à falta de incentivos em Portugal.

Nos EUA e mesmo em Inglaterra, muitos são já os artistas que se revelam através de uma página na Internet e/ou de Youtube, conquistando milhares de seguidores e uma profissão que consideram desafiante. Opostamente, em Portugal, apenas as marcas começam agora a despertar para a necessidade de atingirem um publico mais jovem e cada vez mais informado, contactando as várias figuras mais inspiradoras que através de um blog são seguidas pelo público alvo.

Apesar das estatísticas e da confrontação com a dura vida real de quem, ainda, não vê o seu hobbie reposicionado como profissão, os blogs continuam a ser criados de forma pro-activa. Estes jovens não são da “geração à rasca”, são sim os criadores da “geração desenrasca”, livres para pensar e perseguidores dos seus sonhos. Sem medo, são bloggers e instagramers de profissão.

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Raquel Soares

Aluna de Direito na Universidade Do Minho com uma paixão por livros, filosofia, psicologia e o mundo. Não procuro um mundo melhor, mas esforço-me para construí-lo! Sou activista da Amnistia Internacional em Portugal e participante em projectos que visam a dinamização e a efectivação dos Direitos Humanos. Membro da Associação Universitária de debates nacional e colaboradora da ELSA UMinho.

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