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PolíticaPortugal

Portugal não é para Pequenos

Portugal está a ficar sem gente, parece que em 2070 não seremos mais de seis milhões. Mas será verdade? Podem os cientistas sociais, os demógrafos, os geógrafos, os matemáticos prever o futuro? Na verdade, não podem. Apenas conseguem dizer o seguinte: se nada mudar, se tudo for como agora, em 2070 seremos cerca de seis milhões.

Portugal vive hoje um decréscimo na natalidade. As pessoas esperam até mais tarde para ter filhos, em nome da estabilidade financeira e da carreira. Vive-se mais tempo, portanto, há mais tempo para ter filhos. Os avanços na medicina eliminaram a “necessidade” de ter mais do que um filho. As políticas de natalidade dos sucessivos governos não têm conseguido aumentar a natalidade e estima-se que, devido a tudo isto, dentro de 20 anos, a Segurança Social esteja falida.

Como é que se aumenta a natalidade? Há várias ideias em cima das várias mesas, mas pouco, para não dizer nada, se faz em relação a isso. Há cortes nos impostos para os pais, aumentos nos abonos de família, ajudas de custo com material relacionado com o bebé, ofertas de casa, etc. Só que não passam disso, ideias. Há vontade, mas não há forma. Não me entendam mal. Ser pai é uma grande responsabilidade. Envolve noites sem dormir, idas ao hospital a meio da noite, gastos com roupa, com alimentação, com escolas, com material escolar e, francamente, isso é assustador para quem esteja a pensar em ser pai. Dai que se espere até se ter um trabalho com uma boa remuneração. Joga-se pelo seguro.

Com este cenário, o que significa um decréscimo na natalidade para Portugal? Significa menos população activa, mais impostos para pagar e menos dinheiro para pensões. Se achamos agora que temos uma população activa pequena e impostos muito altos, então, daqui a uns anos teremos ainda menos. Torna-se claro que é preciso inverter esta situação, mas como? As ideias que referi em cima não são todas utópicas. Se há cortes nos impostos para os jogadores de futebol profissionais, alegando profissão de desgaste rápido, porque não também para as pessoas que desejem ser pais. Aliado a esta medida, o aumento nos abonos de família é também uma medida que se deve aproveitar. O rendimento extra que é garantido através do abono de família pode ser uma grande ajuda para os pais. As outras medidas que referi são completamente utópicas, pelo simples facto de a nossa economia não suportar extravagâncias desse género. Contudo, a crise que vivemos também teve um efeito no decréscimo da natalidade. Com o aumento do desemprego, salários em atraso, com mais impostos e cortes e com menos dinheiro ao fim do mês, houve casais que decidiram atrasar, ou mesmo não ter filhos.

São estas medidas que os governos devem lutar ao máximo por contrariar. As medidas que os governos devem tomar são simples e terão um grande efeito no futuro. Um futuro em que se espera que hajam mais crianças, mais população activa e, consequentemente, com menos impostos. É preciso fazer renascer Portugal.

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Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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