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Portugal e a droga

Visto como um fenómeno à escala mundial, o consumo de drogas tem desde sempre caminhado lado a lado da humanidade. A tendência foi aumentando nas últimas décadas, sobretudo entre os jovens, mas deixou de ser um flagelo macrossocial onde se cruzam factores económicos, políticos e familiares. Portugal é um dos países onde o fenómeno da toxicodependência, enquanto grave problema dos nossos tempos, ganhou proporções alarmantes.

As drogas, desde sempre, acompanharam a história da humanidade, sobretudo por motivos de cura através do consumo de plantas e dos seus derivados directos e, por isso, tem sido presença assídua ao longo dos anos. A sua utilização banalizou-se de tal modo na Europa que só as repetidas experiências de consumos revelaram o mecanismo da dependência física.

A génese do consumo da droga tem já alguns anos de história em Portugal e foi sobretudo na época das descobertas marítimas que a utilização se alastrou. Daí até aos anos 70 o problema não era significativo e por isso a legislação portuguesa não incriminava directamente o consumo. Porém, o aumento da circulação de drogas mostrou uma mudança de atitudes o que provocou também a intervenções políticas e legislativas do fenómeno.

Droga

De micro-cultural, o fenómeno ganhou outros contornos sobretudo com a explosão dos centros urbanos e a degradação de algumas comunidades pelo uso acessível de algumas drogas como a heroína.

Nos anos 80 é criado o Plano Nacional de Luta Contra a Droga pois a toxicodependência começa a ser vista como como um problema de saúde e os consumidores como doentes que necessitam de tratamento.

De referir que hoje em dia a cannabis é a droga mais consumida em Portugal, seguida da cocaína, ecstasy e anfetaminas sendo estas as principais responsáveis pela morte, em conclusões do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Portugal mantém-se na rota do tráfico internacional nomeadamente de cocaína, apesar de ser o haxixe a substância que regista maior número de apreensões (mais de 3000).

Porém, os últimos anos foram sobretudo marcados pela visibilidade internacional das políticas introduzidas nesta matéria, motivo que levou a que desde 2009 as tendências se mantivessem importantes na tónica da redução dos consumos entre a população jovem.

Os toxicodependentes apresentam ideias muito próprias normalmente desorganizadas e provocadas pelos níveis elevados de estimulação, evidenciando ainda um estado de angústia e intolerância ao stress.

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Rita Nunes Ferreira

Licenciada em Comunicação Social e pós-graduada em Estudos Europeus nasci neste mundo onde tudo/quase tudo se traduz em formas de comunicar. Tenho uma paixão nata pela escrita e um soberbo gosto pelo jornalismo em áreas diversas – lifestyle, sociedade, direitos humanos, política, assuntos europeus. Tendo sido ou não talhada para esta azáfama constante não existe o que possa demover. Todos os dias se justifica acordar e escrever mais um “bocado”.

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