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Porque odiamos?

Desde que começamos a crescer somos alertados pelos nossos pais para a palavra “ódio”. Dizem-nos que é algo muito mau, que nos prejudica enquanto seres humanos e que não devemos deixar que nos domine. Mas o que é, na realidade, o ódio? Porque é que odiamos?

A verdade é que nem sempre nos referimos corretamente ao ódio. Nós dizemos “odeio esta comida” ou “odeio ir para a escola” quando simplesmente deveríamos dizer “não gosto”. Mas fazemo-lo porque sempre nos foi incutido que o ódio é o pior sentimento que existe e nós usamo-lo sempre que queremos descrever algo pelo qual não nutrimos qualquer tipo de sentimento bom. Talvez esse seja um dos motivos para odiarmos: o facto de não provocar em nós qualquer sentimento positivo. Assim sendo, é mais fácil odiar peixe, legumes, sopa, estudar e correr se estes não nos provocam qualquer tipo de bem-estar. É por isto que odiamos tanta coisa ao longo da nossa vida.

Desta forma, em certas alturas da nossa vida, damos por nós a dizer que odiamos aqueles que um dia foram nossos amigos. Talvez isto aconteça porque essas pessoas que um dia nos fizeram feliz já não estão mais ali. Desiludiram-nos e a dor dentro de nós é tanta que o simples facto de odiar nos alivia um bocadinho por dentro. Penso que é esse o grande escape de cada um de nós. Sobrepor um sentimento mau a um bom para nos protegermos e evitarmos que o sofrimento se prolongue. Afinal, se continuarmos a amar alguém que nos fez mal vamos continuar a chorar noites a fio mas se, em contrapartida, nos deixarmos dominar pelo ódio, vamos acabar por conseguir reunir forças para ultrapassar todas as fases más e para mostrar ao mundo que somos capazes.

Assim sendo, se o ódio é um sentimento bom? Não. Se eu acho que nos ajuda? Não. Mas a verdade é que ele existe e, na minha opinião, ele não é mais do que um meio de refúgio. Nós amamos inconscientemente, não o conseguimos controlar. Mas eu acredito que consigamos controlar o ódio e todos os sentimentos menos bons que se colam ao nosso íntimo. Basta querer ultrapassar barreiras com sorrisos ao invés de armas.

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Cátia Barbosa

Uma aspirante a jornalista que ama escrever, viajar, e que, acima de tudo, quer ser feliz.

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