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Porque beijamos ?

Há quem o considere um ato de ternura. Outros consideram-no um ato de amor verdadeiro. Se é verdade que o primeiro beijo nunca se esquece, porque não perguntarmos “porque beijamos?”

Aproximar os lábios e beijar a pessoa amada é um ato perfeitamente natural para o ser humano, mas porque é que temos o hábito de o fazer? Porque é que beijamos? A verdade é que, para alguns cientistas e psicólogos, beijar na boca indica uma forma de testar a compatibilidade entre um casal. Mas para outros mestres da ciência, o beijo é apenas um comportamento previsto pela cultura em que as pessoas se inserem, ou seja, quando somos crianças vemos os beijos entre os adultos e, automaticamente, entendemos isso como algo normal e a repetir. De qualquer das formas, o beijo não deixa de ser uma demonstração de afecto, atracção ou paixão. Pode ter significados diferentes para pessoas diferentes, mas não deixa de ser universal. Há quem o veja como algo que faz parte da sequência da vida e há quem o eleve à categoria do romance. O “primeiro beijo” é muitas vezes tido em conta como algo especial e que marca as nossas vidas. Mas porque é que temos tendência a colocar tanto significado num só beijo? Porque não dar a mesma importância a um abraço? Talvez porque o beijo não seja apenas algo que passe de geração em geração e que seja visto como algo obrigatório seguir. Talvez o beijo seja “uma maneira de compartilhar intimidades” e “de dizer mil coisas em silêncio”, como afirma Martha Medeiro. Talvez o beijo tenha o dom especial de acender a chama que está escondida algures dentro de um coração frio e meio apagado.

A nível biológico, há quem defenda que beijar diminui o colesterol e a sensação de stress. Eu acredito nisso. Em parte, porque o stress comanda as nossas vidas. Estamos sempre stressados com tudo e arrastamos esse stress a um ponto em que já não sabemos como nos livrar dele ou como viver sem ele. E um simples beijo pode acalmar-nos de uma forma quase mágica… Aliás, inexplicável. Factores psicológicos, biológicos ou científicos vão sempre tentar encontrar uma resposta para esta questão inicial “porque beijamos?”. Mas será que essa resposta existe mesmo? Ou será que o que cada ciência defende não passa disso mesmo, uma hipótese?

Se há coisa que vamos aprendendo ao longo da vida é que há coisas que nem a ciência consegue explicar. Coisas essas que nos transcendem e que nos marcam exactamente por isso: por não terem uma explicação exata. Talvez existam coisas que não nasceram para ser explicadas, só sentidas. E o beijo? O beijo é, certamente, uma delas.

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Cátia Barbosa

Uma aspirante a jornalista que ama escrever, viajar, e que, acima de tudo, quer ser feliz.

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