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Políticos, dinheiro ou organizações: quem controla o mundo?

Dizem que é o dinheiro que faz o mundo girar, não só pelo seu poder a todos os níveis, mas também pela importância que as pessoas lhe dão. Há quem diga, também, que são os políticos que fazem com que a “máquina” a que chamamos mundo avance e progrida. Por fim, existem aqueles que defendem que as grandes organizações ditam as regras da sociedade. Qual destes três componentes controla o mundo? Será que é apenas um, ou será um trabalho desempenhado por todos eles?

Verdade seja dita: o dinheiro tem muita influência no dia-a-dia de cada um de nós e na nossa vida em geral. Sem dinheiro não temos acesso aos cuidados de saúde, à educação, aos pequenos prazeres da vida, à alimentação e a tantas outras coisas das quais precisamos para ter uma vida com qualidade. Certo é que as pequenas coisas da vida – e as mais importantes – não se compram, mas só nos é possível sobreviver e ter algum conforto devido ao dinheiro. Nesse sentido, é possível constatar que o dinheiro controla o mundo e a sociedade em geral e que, muitas vezes, os que nos governam usam esse dinheiro como poder. Quem tem mais dinheiro, tem também mais poder.

O facto de os políticos terem mais dinheiro do que o cidadão-comum acaba por interligar o controlo que o dinheiro tem sobre nós e o papel exercido pelos políticos nesse controlo. Se são os políticos que nos governam e são eles que aprovam leis, com isso ditam-nos o que é certo ou errado fazer, quais são os nossos direitos e os nossos deveres enquanto cidadãos, quais as sanções postas em prática, quando desrespeitamos os nossos deveres. Se o dinheiro exerce um grande controlo sobre a nossa vida, os políticos conseguem exercer um controlo gigante sobre cada um de nós, porque nos controlam o comportamento – enquanto o dinheiro apenas controla o nosso estilo de vida e os nossos hábitos. O controlo do comportamento é, a meu ver, o pior tipo de controlo e também o maior.

No que às organizações diz respeito, acredito que elas nos controlem, mas não acho que sejam o pior tipo de controlo comparativamente ao dinheiro e aos políticos. Certamente que as organizações exercem um papel de grande influência e importância sobre o mundo, mas não são elas que ditam as regras em geral. Acredito que os políticos sejam, entre os três componentes referidos neste texto, aqueles que ditam as regras, que deitam as cartas e ganham, quase sempre, o jogo. Isto talvez se explique pelo facto de eles comandarem, muitas vezes, as grandes organizações e de serem detentores de muito dinheiro – ou seja, os políticos absorvem o poder que o dinheiro e as organizações têm sobre nós, tornando-se muito mais poderosos e influentes do que estes.

Concluindo, o mundo é controlado pelos políticos, detentores do dinheiro e moderadores das grandes organizações. Tudo se resume a um enorme ciclo vicioso, no qual cada um destes três elementos tem influência sobre os restantes e sobre as várias sociedades, sendo que o maior poder será sempre o dos políticos.

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Joana Veríssimo

Licenciada em Jornalismo e Comunicação e com uma paixão enorme pela escrita.

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