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Pode a curiosidade ser uma aliada no mundo laboral?

Uma pessoa curiosa tem um desejo constante de adquirir conhecimento, uma vontade genuína de saber mais, tem sempre questões e procura as respostas. Mas quais as vantagens desta característica? Poderá a curiosidade ser uma aliada no mundo laboral?

– Como se tornou tão inteligente?

Não tenho um talento especial. Mas sou muito curioso, Alice. Só faço perguntas, como tu. Isso é o mais importante. Qualquer um pode fazer isso.

Com estas frases que retratam um diálogo entre uma jovem e Albert Einstein anuncia-se o final do último episódio da primeira temporada de “Genius”, uma série que retrata a vida deste génio. A curiosidade surge aqui como uma característica positiva e determinante no percurso de Albert Einstein.

Não deixa, contudo, de ser curioso que a própria curiosidade possa ser a assassina do gato. A conotação negativa provem de um ditado popular que, certamente, já (quase) todos utilizamos alguma vez. Diz-se que a curiosidade matou o gato. Ou seja, diz-se que questionar demasiado pode levar uma pessoa a situações perigosas, mas a curiosidade só terá um lado negro?

Curiosity Is as Important as Intelligence” (A Curiosidade é tão importante como a inteligência) é o título de um artigo de Tomas Chamorro-Premuzic, no qual advoga que existem três qualidades psicológicas que aumentam a nossa capacidade para lidar com a complexidade. O professor universitário refere-se ao quociente de inteligência, ao emocional e ao de curiosidade. Como explica, as pessoas com elevado quociente de curiosidade são mais inquisitivas e abertas a novas experiências, tendem a ter muitas ideias originais e não são conformistas. Além disso, o quociente de curiosidade leva a níveis mais elevados de investimento intelectual e à aquisição de conhecimento ao longo do tempo.

Uma pessoa curiosa tem um desejo constante de adquirir conhecimento, uma vontade genuína de saber mais, tem sempre questões e procura as respostas. A curiosidade acaba, então, por impulsionar o desenvolvimento pessoal e profissional, podendo ser o motor para o desenvolvimento de uma boa carreira.

Num artigo da Forbes sobre as competências que os empregadores consideram que os Millennials precisam de ter em 2017 é, inclusivamente, referido que a curiosidade está entre as competências mais importantes.

É certo que já estamos em 2018, mas dificilmente esta característica passará de moda tão rápido, tal como se pode comprovar pela estória de Ivy Brown. Para falar do impacto da curiosidade no seu percurso, volta aos anos 80 e recorda um momento anterior ao desenvolvimento da sua carreira. Um momento em que tinha uma grande afinidade por uma marca e durante o qual começou a fazer pesquisa sobre a mesma. Nessa altura, como refere Carrie Kerpen, Ivy Brown concluiu que tinha uma paixão pelas marcas e pelo marketing e que a curiosidade era uma poderosa força que poderia levar longe a sua carreira. E, assim, foi.

A curiosidade pode, então, ser uma aliada no mundo laboral. Por isso, aqui ficam três conselhos de Ivy Brown para a trabalhar: permitir-se ser vulnerável, falar com as pessoas que estão à nossa volta, ler e digerir coisas que nos inspiram.

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Marisa Mourão

Estudante de Ciências da Comunicação na Universidade do Minho. É apaixonada por uma boa história. Ainda é das que acredita que os media podem ajudar na construção de uma cidadania ativa.

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