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Para onde vai a nossa atenção?

Com as vidas ocupadas que nós temos, vale sempre a pena fazer uma instrospeção e pensarmos se realmente estamos a dedicar a nossa atenção àquilo que realmente importa, ou se a desperdiçamos usando depois a tão afamada expressão: “Não tenho tempo para nada!”

Os tempos mudaram de uma forma assustadora e se ainda somos do tempo da televisão a preto e branco e da telefonia a pilhas… bem, hoje em dia temos todo o mundo na nossa mão, dentro do nosso ecrã táctil, que anda connosco o dia inteiro e para muitas pessoas, quase dorme na cama com elas! Sim, estou a falar dos nossos smartphones e dos nossos iphones e por aí afora. Contudo, vejamos, isso não deveria ser uma coisa boa? Ter o mundo à distância de um toque? Poder poupar tempo em resolver muitas situações que antigamente nos obrigavam a deslocar-nos ao sítio e a perdermos tempo e paciência para as resolvermos? O problema é que apesar de ser algo bom esta tecnologia inovadora, também tem o seu lado mau, principalmente quando acaba por nos roubar tempo na atenção que deveríamos dedicar aos que estão fisicamente ao pé de nós. Porém, faz tudo parte da alma do negócio, principalmente quando nos referimos ás redes sociais que hoje em dia, são as mais responsáveis por nos fazerem esquecer um pouco (senão muito) as boas práticas da nossa atenção!

A nossa economia de atenção é cada vez mais prejudicada pelas nossas más práticas assim que ligamos um computador com acesso à Internet, ou simplesmente quando navegamos no nosso smartphone e como é que isto acontece? Vejamos: o nosso tempo hoje em dia parece cada vez mais escasso. Um dia nunca parece ter horas suficientes para tudo o que temos de fazer, mas, em muitos casos, quando acedemos à Internet, acabamos por perder imenso tempo a navegar e a ver coisas que não têm grande uitilidade para nós, mas que de certo modo, acabam por captar a nossa atenção. É aqui que entra a grande competição das redes sociais e de todo o tipo de conteúdo digital por captar a nossa atenção.

A incapacidade da maior parte das pessoas não lhes permite acertar logo no conteúdo que procura, de maneira a que não desperdicem tanto tempo a navegar… mas se tomarmos atenção, não é bem isso que acontece! Por muito específica que seja a nossa pesquisa, esta já está programada para nos “roubar” mais alguns minutos. Quando queremos procurar um serviço, por exemplo, até o podemos encontrar logo no nosso motor de busca, mas eis que somos automaticamente bombardeados com inquéritos, sugestões, publicidade, reencaminhamentos e muitos outros esquemas e, entre todos esses esquemas que surgem, há sempre um ou outro que nos prende e nos desvia do nosso objectivo principal. Faz tudo parte da alma do negócio e nós não nos apercebemos que estamos a ser dominados pela internet e é a ela, que estamos a dedicar a nossa atenção. Há que agradecer à capacidade que as empresas têm em desviar e conquistar a nossa atenção!

Ora, num mundo em que cada vez mais a internet comanda, como nos é possível competir com isso e voltar um pouco aos tempos antigos, em que se ia ao cinema com a família, comíamos umas pipocas, conversávamos sobre as nossas vidas? Possivelmente através de uma reeducação, em que as coisas sejam colocadas nos seus devidos postos e muitas vezes são os mais velhos que dão o mau exemplo aos mais novos, não resistindo aos mundos e às vidas virtuais, enquanto as suas próprias vidas lhes passam ao lado. A procrastinação é muita das vezes um factor para que as nossas atenções sejam viradas para o que se passa nos ecrãs, deixando de lado o que se passa connosco. É muito mais cómodo deixar os filhos fechados no quarto agarrados a jogos virtuais e online do que sair com eles e conviver o que seria normal conviver em família, algo que muitas vezes se vai reflectir na educação e na convivência social da crianças. Muitas pessoas não têm a verdadeira noção do tempo e da atenção que dedicam ao mundo virtual da internet, das publicidades, da televisão, dos sites e o grande problema, é que são os próprios adultos e responsáveis que o recomendam.

Caminhamos para um mundo virtual, onde os valores pessoais estão cada vez mais postos de lado. Valores como a convivência familiar e social cada vez são mais afectados por esta “orgia” de competições de empresas para terem toda a nossa atenção. É necessário reeducarmo-nos para que sejamos capazes e autónomos em tomar a decisão de para onde deverá ir a nossa atenção.

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Mafalda Parreira

Sou a Mafalda e tenho 37 anos. Trabalho como repositora logística. Tenho o 12º ano e estou a tirar o curso de auxiliar de reabilitação e fisioterapia em horário pós-laboral, para exercer futuramente, pois é um dos meus sonhos e ainda não estou velha para o deixar escapar! Tenho um filhote lindo de 8 anos que me apoia muito e é o meu orgulho. Adoro ler, escrever, cozinhar, caminhar e experimentar coisas novas! Tenho 2 gatos maravilhosos (e um pouco loucos também!!) e um aquário cheio de peixes.

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