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Desporto

Os últimos destaques do Calendário de F1

Cumpridas a quarta (Rússia), quinta (Espanha) e sexta (Mónaco) provas do calendário de F1 de 2016, está na hora de fazer um ponto de situação em relação ao que tem acontecido dentro e fora das pistas. Iremos também avançar algumas novidades sobre os carros do próximo ano e as controvérsias que têm ocorrido.

O Grande Prémio da Rússia começou da pior maneira para Sebastian Vettel (Ferrari) com Daniil Kvyat (Red Bull) a dar-lhe um toque de traseira na terceira e quarta curva, sendo que na última enviou o alemão para os rails de protecção e acabou-lhe com a corrida. O resto da corrida decorreu sem incidentes com a vitória de Rosberg (que fez também o Grand Slam da F1, ou seja, pole, volta mais rápida e vitoria) seguido do seu companheiro de equipa Hamilton e de Räikkönen, no último lugar do pódio. No imediato da corrida, Kvyat pediu desculpa publicamente a Vettel, dizendo que ia aprender com isso, e no dia seguinte foi sem cerimónias relegado para a equipa júnior da Red Bull, a Toro Rosso, trocando de posição com Max Verstappen.

O Grande Prémio de Espanha começou com o teste do Aeroscreen (uma alternativa ao halo proposto pela Ferrari) da Red Bull, para demonstrar que os carros, com um uma protecção extra para o condutor não perdem nem velocidade nem estilo. O carro escolhido foi o monolugar de Daniel Riccardo, que cumpriu a enorme quantidade de 1 volta… continuemos. Hamilton fez a pole-position com Rosberg em segundo. Ao início da corrida esperava-se mais do mesmo, isto é, Mercedes a dominar e os restantes pilotos a lutarem pelos restantes lugares. Esperava-se, mas não aconteceu. Na recta da curva 3 para a curva 4, Hamilton tenta ultrapassar Rosberg por dentro, Rosberg fecha a linha e ambos os Mercedes colidem e ficam demasiado danificados e abandonando a corrida de imediato. A corrida continuou e Max Verstappen, dando uma resposta brilhante não só à Red Bull, como a Daniil Kvyat, levou para casa o troféu de vencedor, sagrando-se o mais novo piloto de F1 a ganhar um Grande Prémio, e Räikkönen e Vettel a ocuparem respectivamente o segundo e terceiro lugares do pódio.

Chegamos ao Mónaco, o Grande Prémio mais emblemático do calendário e também o mais peculiar. Peculiar, porque é o Grande Prémio mais curto, o único que tem limite de tempo, o mais apertado e o único que tem data fixa. Se isto não fosse o suficiente, é um dos poucos circuitos citadinos, ou seja, a pista são ruas da cidade de Monte-Carlo. Novidades antes da corrida: a Renault, que fornece motores à Red Bull, entregou, depois de muita luta, o motor Spec-B (houve quem lhe chamasse o Spec-A+) – um motor mais rápido e mais resistente do que o anterior. Tal ficou demonstrado com a pole-position feita num tempo canhão de 1:13:622 por Daniel Riccardo, deixando para trás a Mercedes e a Ferrari, com pneus ultra-macios, de uso exclusivo para circuitos citadinos. Tudo parecia feito para uma vitória de Riccardo.

Depois começou a chover (e se o Mónaco sem chuva já é interessante, com chuva mais interessante fica). As 7 primeiras voltas da corrida foram feitas atrás do safety-car e, assim que este saiu de pista, Riccardo deu asas ao seu Red Bull (desculpem a piada, mas tinha de ser) e lá foi ele, pronto para uma vitória. A chuva amainou, a pista secou em certas partes e Riccardo trocou para pneus intermédios (uma espécie de slicks com rasto para escoar a água). Numa situação ainda mal explicada pela própria Red Bull, Riccardo vem às boxes trocar de intermédios para super-macios e os pneus não estavam lá. Devido a isto, ficou cerca de 30 segundos nas boxes, 13 dos quais esperando a troca de pneus (normalmente uma passagem pelas boxes dura 20 segundos com os pneus a serem trocados em menos de 3 segundos). Este atraso custou a Riccardo o triunfo no Mónaco, que foi vencido por Hamilton, 8 anos depois da sua última vitória, com Riccardo em segundo, sem se envergonhar rigorosamente nada, e com Pérez, da Force India, também a mostrar que tem garras de piloto competitivo. Quem se envergonhou foi Daniil Kvyat, que provocou deliberadamente um acidente a Jolyon Palmer.

Novidades para 2017: os pneus vão ser maiores, ganhando 2 segundos por volta aos pneus actuais, e a aerodinâmica vai permitir ganhar outros 2 segundos por volta para um total de 4 segundos mais rápidos por volta. Será também testado e possivelmente introduzido um halo para protecção dos pilotos. Felizmente não será o modelo proposto pela Ferrari, portanto, os carros não vão parecer umas havaianas (momento para os leitores irem pesquisar F1 Ferrari with halo e perceberem o que eu estou a dizer).

Notas positivas: Daniel Riccardo e Max Verstappen. Ambos os pilotos provaram que têm categoria para chegar mais além e possivelmente serem Campeões do Mundo de F1 com a Red Bull. Verstappen precisa de reduzir só um bocadinho de nada os riscos que corre e começará a fazer corridas semelhantes à de Espanha.

Notas negativas: Mercedes e Daniil Kvyat. A Mercedes precisa de perceber que, por muito que queira, não pode ter dois pilotos número 1 e eventualmente terá de fazer uma escolha entre eles. Até lá cenas como o acidente de Espanha correm o risco de se repetirem. Daniil Kvyat provou, nas três últimas corridas, que não só não tem lugar numa equipa como não tem categoria de piloto de F1. Talvez uma proibição de correr, durante um Grande Prémio, o ajude a perceber isso.

Próximos Grandes Prémios: Canadá, Europa e Áustria.

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Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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