Desporto

Os novos meninos de ouro da NBA

Caros leitores sombra, saudades da NBA? Para além do óbvio, existem novos motivos de interesse para acompanhar, durante a época que se irá iniciar no fim de Outubro. Vamos falar um pouco sobre as novas caras da liga, os jovens que saíram das universidades para começar a construir a realidade do seu sonho de criança.

Karl-Anthony Towns, Jahlil Okafor e D’ Angelo Russell são três dos nomes que irão estar com as luzes da ribalta aguçadas sobre eles, na próxima temporada da liga de basquetebol mais espectacular do mundo. São rookies e são os novos meninos de ouro da NBA. Karl Anthony-Towns é poste, foi escolhido na primeira posição do Draft pelos Minnesota TimberWolves e é uma potência defensiva capaz de causar impacto – nesse sentido – já no primeiro ano de liga. Jahlil Okafor também é poste, no entanto, tem mais capacidades para se adaptar a outras posições dentro de campo, ainda que apenas interiores. Foi a terceira escolha do Draft e vai representar os Philadelphia 76ers. D’ Angelo Russell é base, segunda escolha do Draft, e foi escolhido pelos LA Lakers, sendo uma esperança para revitalizar uma equipa que continua à procura de identidade desde o bicampeonato em 2009 e 2010.

Para além destes três atletas, há outros pontos de interesse nesta classe de rookies que promete ser uma das melhores dos últimos anos: Stanley Johnson, Emmanuel Mudiay, Justin Anderson e Kristaps Porzingis são alguns exemplos disso.

Quem vai ser o rookie do ano? Quem vai ter a melhor carreira? Quem será a surpresa? O mais atlético? O melhor lançador? O melhor defensor? E o melhor construtor de jogo? Não tenho uma bola de cristal, mas nada me impede de fazer alguns prognósticos. Guardem-nos, vejam os resultados e, depois, podem vir aqui, a este artigo, dizer que estava tudo errado, ou conferir as apostas certeiras:

Jahlil Okafor vai ser o rookie do ano. Porquê? Porque apresenta uma serenidade a jogar invulgar para um atleta da sua idade. A juntar a isso, integra uma formação fraca que, pelo lado positivo da questão, lhe vai permitir muito protagonismo já neste ano de estreia, protagonismo que outros rookies não vão ter.

Karl Anthony-Towns vai ter a melhor carreira na NBA. É muito novo e a verdade é que (ainda) não deslumbra em termos ofensivos. No entanto, é o jogador com mais potencial e que mais vai crescer à medida que os jogos vão passar. Nesta previsão inglória de quem terá a melhor carreira, é claro que irão sempre entrar factores como a sorte, as lesões e as equipas por onde joga, mas Towns é uma aposta certeira.

RJ Hunter vai ser a surpresa. Os Boston Celtics escolheram RJ Hunter na 28ª posição e, certamente, não estavam à espera que o atleta ainda estivesse disponível por essa altura. Vai ser uma agradável surpresa para os mais distraídos e uma preciosa ajuda para a equipa com mais títulos na história da NBA. (Nota: Justise Winslow, escolhido na 10ª posição, não é considerado surpresa)

Justin Anderson é o rookie mais atlético. Todos ao Youtube! Esperem muitos afundanços e muito espectáculo por parte do jogador dos Dallas Mavericks. O único contra poderá ser o limitado tempo de jogo que vai ter na primeira época.

Devin Booker é o melhor lançador. Calma, ainda é cedo para comparar com Stephen Curry, mas Booker tem um lugar bem destacado para ser o melhor lançador desta turma de rookies. Provavelmente é o prognóstico mais fácil de produzir.

Stanley Johnson é o melhor defensor. Ao que tudo aponta, poder ter já um papel interessante nos Detroit Pistons esta temporada. Stanley Johnson é daqueles que, com experiência e algum ganho de massa muscular, se pode tornar num defensor de elite na NBA.

D’ Angelo Russell é o melhor construtor de jogo. Este é também um prognóstico “certinho”. A qualidade de D’ Angelo a construir os pontos dos seus colegas já não é novidade para ninguém, a questão é ver a transição do jogador para a NBA. Esperam-se coisas boas do atleta dos LA Lakers.

Agora que este artigo vai ficar registado para sempre nas teias web e que as minhas previsões estão vulneráveis, desafio todos os fãs portugueses da NBA a darem a sua opinião sobre os aspectos retratados no texto. Caso não queiram, fiquem na sombra, mas continuem com o Repórter.

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Filipe Pardal

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. É assim que o meu currículo académico se define. Quanto às origens: 90% alentejano e 10% algarvio, ambas com um orgulho desmedido ainda que por motivos diferentes. As minhas temáticas preferidas vão desde a política ao desporto, com passagem pela música e literatura. A mistura parece abrangente mas a paixão é bem concreta: escrever e investigar.

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One Comment

  1. Excelente artigo. Estranho a ausência do Cauley Stein em todo o artigo, especialmente na parte em que falamos de defesa. No entanto, concordo com quase todos os prognósticos 🙂

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