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Onde encontro ideias?

“De onde vêm as boas ideias?” É algo sobre o qual já todos nos devemos ter questionado em algum momento da nossa vida. Afinal as ideias são encontradas ou fomentadas? A verdade é que as deias inovadoras surgem de alguma forma e nem sempre as conseguimos explicar. Elas podem surgir dos conhecimentos de cada pessoa, de um ambiente inspirador ou de estímulos que a nossa mente recebe.

Segundo Steven Johnson, o “Darwin da Tecnologia”, as ideias nada têm a ver com o talento individual de cada um, muito pelo contrário. Para este escritor científico, todos temos boas ideias que culminam de uma árdua pesquisa, do esforço exercido pela nossa mente e do exercício de pensar sobre algo. “A ideia não é uma coisa só. Está mais para um enxame”, afirma Johnson. Sendo assim, se seguirmos o seu ponto de vista, rapidamente nos apercebemos que este considera um mito que as ideias surgem sem qualquer esforço ou dedicação. Ele nega que as ideias venham até nós, ou seja, nós temos de as procurar no fundo da nossa mente através do raciocínio.

Por conseguinte, apercebemo-nos de que as ideias evoluem a partir de outras como se pertencessem a uma rede e estivessem interligadas. Deste modo, cada vez que temos uma ideia, uma outra se segue, formando uma sequência que leva ao ser humano uma sensação de conforto e de bem-estar. Um claro exemplo disso é a Internet. Tim Berners-Lee, considerado pai da WWW, dedicou-se durante anos a uma invenção da qual ele não tinha uma noção do resultado final. Ele começou com um projeto que funcionou como um esboço e, logo de seguida, foi tendo outras ideias até chegar ao resultado final. Quanto mais ele foi interagindo, mais ideias teve e, consequentemente, mais oportunidades de inovação.

Já respondi à questão relativamente ao perceber de onde surgem as boas ideias, mas outra questão se coloca: “O que são na realidade boas ideias?” Ricardo Vargas afirma que “habitualmente, consideramos boas as ideias que podem ser praticadas, implementadas, com benefícios facilmente comprováveis.” Quer isto então dizer que as boas ideias são aquelas que vêm antes do seu tempo e que nos beneficiam de alguma forma. Um bom exemplo de boas ideias são as lendas urbanas que não recebem por existirem mas, mesmo assim, são recebidas por todo o mundo. Ou os provérbios, que toda a gente tão bem conhece.

Deste modo, para uma ideia ser considerada realmente boa ela tem de ser simples, concisa e transmitir uma mensagem essencial. Por outro lado, deve ser surpreendente e imprevisível, concreta e credível. Não obstante, uma boa ideia deve, também, ser contada como um relato.

Concluindo, as ideias não surgem de repente em momentos de inspiração. Elas levam tempo para evoluir e para se tornarem realmente boas. O segredo está na quantidade de informação que absorvemos, é ela que alimenta as nossas ideias. Na minha opinião existem variadas boas ideias, aliás, toda a tecnologia que existe actualmente é fruto de uma boa ideia que precisou de tempo, esforço e muita vontade até ser concretizada. Eu acredito plenamente que as boas ideias são parte essencial no mundo em que vivemos.

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Cátia Barbosa

Uma aspirante a jornalista que ama escrever, viajar, e que, acima de tudo, quer ser feliz.

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