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Once Upon a Time

O seguinte texto pode conter spoilers

A quinta temporada da série “Era Uma Vez” (título português) começou com um twist diferente. Após a última temporada abordar os temas bom/mau, luz e escuridão, o último episódio surpreendeu. A protagonista, Emma Swan (Jennifer Morrison) sacrificou-se para ajudar o grupo e tornou-se na nova Dark One, o mais poderoso usuário de magia das trevas. Com o episódio “The Dark Swan”, percebemos que Merlin é o único mago capaz de ajudar Emma a libertar-se da escuridão dentro dela. Com esse objectivo, seguimos os protagonistas numa viagem para um novo reino das histórias de encantar. Camelot, a terra do Rei Arthur, Lancelot e dos Cavaleiros da Távola Redonda. No entanto nem sinal de Merlin, que segundo a lenda há anos que está preso numa árvore, e só a magia mais poderosa  o poderá libertar. Os criadores da série Adam Horowitzn e Edward Kitsis surpreendem quando tornam personagens heróicas em vilões, já o tinham feito com Peter Pan na Terra do Nunca, e voltaram a fazê-lo com o Rei Arthur. Considera que faz o melhor por Camelot, mas na verdade só os seus interesses pessoais são mais importantes, engana quem se coloca no seu caminho. Contudo só percebemos da sua malícia em episódios mais avançados. Por outro lado Regina, ou a Rainha Má, começou a série a ser desprezada por todos e agora é a melhor das aliadas, pois finalmente conseguiu fazer as pazes com o seu passado e ter o seu final feliz ao lado de Robin Hood. Contudo tem a irmã mais velha, Zelena,  a atrapalhar. Ainda com participação na quinta temporada, grávida do filho de Robin, a Wicked Witch não desiste da sua vingança e vai aliar-se a Arthur.

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Emma Swan esta temporada terá de lutar contra os seus próprios demónios.

Em “Once Upon a Time” é comum seguirmos diferentes personagens durante o seu passado, presente e futuro, descobrimos assim que se mantém todos interligados nas histórias de encantar. Depois de conheceremos um pouco das paisagens de Camelot, somos transportados novamente para Storybrooke. Aí descobrimos que as memórias de todas personagens durante a estadia em Camelot desapareceram, excepto as de Emma, que se mantém como a Senhora das Trevas. Conforme avançamos nos episódios percebemos a razão porque Emma eliminou as memórias de todos. O motivo é explicado no episódio oito, “Birth“. A busca incansável de Hook por descobrir os segredos de Emma e a verdade sobre o que se passou em Camelot, faz com que se alie a Zelena. Utilizando a magia, Hook desvenda o seu verdadeiro destino. Ainda em Camelot, Hook morreu, e Emma não se conformando com a morte do amado, ressuscita-o utilizando a magia negra, tornando-o no Senhor das Trevas. Mas sem força de vontade, Hook, sucumbe à escuridão, decide completar a sua vingança contra Mr. Gold. Rumpelstiltskin (Robert Carlyle). Depois de um começo em coma (referência ao clássico da Disney “A Bela e o Monstro” com as pétalas da rosa a cair), derivado da sua abdicação dos poderes da magia negra, este é curado por Emma. Ela tem novos planos, pretende que este deixe de ser um cobarde e se converta num herói, tarefa que não se propõe fácil. O objectivo é que consiga remover a espada Excalibur da pedra. Mas será que Mr. Gold está preparado para começar de novo?

O último episódio da mid-seasonSwan Song“, Hook induzido pela escuridão, revive os anteriores Senhores das Trevas. Só as palavras de Emma o convencem que está agir erradamente. Hook sacrifica-se e neutraliza toda a escuridão em si. Swan não desiste em recuperar Hook, daí que resolve ir ao submundo reencontrar-se com o amado. Sem nenhuma probabilidade favorável de sairem de lá vivos, Snow, Charming, Regina e Robin juntam-se à heroína na jornada que os vai fazer reencontrar com todos os vilões do passado.

O melhor

Novas referências dos filmes da Disney são expostas nesta temporada. Depois de Anna e Elsa, na floresta encantada conhecemos a princesa Mérida (“Brave“). Para mim foi uma lufada de ar fresco na série. A atriz Amy Manson é por completo a personagem, ruiva destemida de arco e flecha e com um sotaque típico. Difícil é não gostar. Mérida foi das melhores intervenções esta temporada.

O twist principal da história, Emma Swan como vilã foi inovador e proporcionou interesse por parte dos espectadores de como seria esta personagem má. O facto de mostrar o passado do aparecimento da magia, tornou o desenvolvimento de “Once Upon a Time” bem mais real.

O pior

A atriz Jennifer Morrison não convence como vilã. A personagem Rumpelstiltskin fez falta e não se adequa como herói. Faltou as falas de “dearie” e “every magic comes with a price” do actor Robert Carlyle. A situação de falta das memórias já tinha acontecido na série, foi desnecessária a sua repetição.

Concluindo, “Once Upon a Time” teve um começo demorado, mas que conseguiu estabilizar, proporcionando momentos inesperados. A segunda parte da quinta temporada, apenas chega em Março, e trás consigo antigas e novas personagens, como por exemplo Hades, o deus do submundo. Espero mesmo que a qualidade seja superior aos últimos episódios, pois esta série tem sempre mantido-se nos padrões medianos e tem possibilidade para melhorar.

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Célia Paula

Licenciada em Ciências da Comunicação, adoro escrever e ler.
Sou lontra de sofá, amante de filmes e séries de televisão, vejo tudo o que que posso. Aprendiz de geek, vivo num mundo de fantasia.
Adoro a vida, e ainda há tanto para descobrir.

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