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CulturaLiteratura

O Segredo da Minha Irmã

Em primeiro lugar, a sinopse é absolutamente convidativa. Adoro mistérios antigos, lembranças perdidas, passados que não são exactamente o que parecem – tanto em histórias verídicas, como em temas principais de um livro. E é exactamente este o “mote” para O Segredo da Minha Irmã, de Diane Chamberlain.

Mal tive o livro em mãos, comecei a ler imediatamente e fiquei presa. Sim, eu sei que costumo ficar logo presa à maioria dos livros que leio e sobre os quais faço estes artigos de opinião (talvez seja uma leitora “fácil”, ou talvez tenha a maravilhosa sorte de me caírem nas mãos só livros bons), mas este livro começa logo com um suicídio e com a referência a um assassinato. Não é impossível resistir?

Gostei muito mesmo do livro! Diane Chamberlain soube guiar-nos pela vida de Riley e pelos segredos que a fRM_osegredodaminhaalma_1amília escondia, tanto no passado, como no presente. Elogio as reviravoltas que o livro deu, não só nas grandes revelações como em situações muito mais simples – por exemplo, alguns amigos afinal podem não o ser, ou algumas pessoas de quem Riley não gostava podem até tornar-se importantes. Também foi muito interessante a maneira como a autora até mudava de registo para que entrássemos ainda mais dentro da história, que tão rápido nos esclarecia como nos levantava ainda mais perguntas. E claro, adorei a forma misteriosa como a história nos ia deixando pequenas migalhas e pistas, ou nos ia revelando grandes surpresas e mistérios, que nos deixavam com o coração a bater mais rápido.

Outro ponto importante, mas mais pessoal: não há uma história de amor com a personagem principal. Por vezes, estou a ler um thriller, perdida no mistério, quando despoleta um romance que se confunde com a história real. Não costumo gostar, confesso. Só se for extremamente bem feito e não maçadoramente óbvio, o que é raro. E o facto de, neste livro, não ter havido essa necessidade da personagem principal ter de, também, viver um romance, ou de deixar essa possibilidade no ar, foi algo que me agradou muito.

Enquanto lia, pensei em várias situações, desconfiei de toda a gente e atribuí mentiras e histórias a todos (gosto de tentar adivinhar enquanto vou lendo, confesso… mania dos detectives). No entanto, a dada altura, quando uma das grandes revelações no livro é feita, eu comecei a suspeitar do que se passava realmente. Terá isso me fez perder interesse? Nem pensar! A escrita é muito envolvente e não consegui pousar o livro até ao fim. Mesmo depois de ver que tinha razão (a-ha!!), não pude evitar a vontade de ler todos os passos e todas as situações que levaram até ao fim.

Recomendo mesmo. Não só pela escrita envolvente, como pela história misteriosa e emocionante.

Muito obrigada à Topseller / 20|20 Editora pelo envio, adorei!

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Rosa Machado

Por ser curiosa e fascinada pelo que não compreendo, considero-me uma devoradora de livros e uma criadora compulsiva, seja de contos no papel ou de histórias mirabolantes no dia-a-dia. Adoro animais, fotografia, música e filmes – arte em geral. Perco a noção do tempo com conversas filosóficas sobre nada, longas caminhadas para parte nenhuma, conversas exageradas com os amigos, e séries com ronha no sofá.

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