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Desporto

O que tem o Ferrari 250 Testa Rossa de especial?

A serie 250 da Ferrari tem vários modelos icónicos como o GTO, o Tour de France, o California Spyder, ou o LM. Ficaram na história do mundo automóvel pela beleza, ou pela performance e fazem parte do grupo selecto de carros construídos simultaneamente pela marca e por carroçadores de renome como a Scaglietti, a Pininfarina, ou a Touring Superleggera. Porém, dentro da serie 250 da Ferrari e a par do Ferrari 250 GTO, há um outro automóvel que está no topo: o Ferrari 250 Testa Rossa.

Era um carro para os gentlemen drivers, pensado e desenhado simultaneamente para os clientes que já possuíam o 500 TR, mas que queriam um carro mais potente e para as corridas, concretamente Le Mans, o 250 Testa Rossa foi um dos mais bem-sucedidos Ferrari de sempre. A carroçaria tipo Spyder sem tejadilho, com um vidro frontal muito pequeno e duas pequenas portas, era construída pela Scaglietti e tinha bastantes semelhanças com a do 500 TR, mas com ligeiras modificações para conseguir lidar com os aumentos de peso, potencia e velocidade que o 250 TR apresentava. Contudo, o 250 Testa Rossa foi uma aposta estranha da Ferrari. O motor era um V12 de 3 litros (uma variante deste motor iria aparecer no 250 GTO), apresentava uma caixa de 4 velocidades e travões de tambor ao invés de travões de disco. A concorrência apresentava motores, caixas e travões melhores. No entanto, o 250 Testa Rossa correu e ganhou Le Mans em 1958, 1960 e 1961. Na totalidade, foram construídos dois carros para os pilotos da Ferrari e os restantes para os gentlemen drivers da época.

Então, se estava desactualizado em relação à concorrência e se o GTO é melhor, porque é que está a par dele na série 250 da Ferrari? Enquanto o GTO foi pensado para as corridas, mas tendo por base um carro de estrada, o Testa Rossa nunca foi pensado para a estrada. Era um corredor puro e duro. Só que com o aparecimento do GTO, o Testa Rossa passou a ser considerado um carro de estrada (e ainda bem que passou). Outro dos factores é a raridade – do GTO há 39 exemplares, do Testa Rossa apenas 34 – e o facto de ser um Spyder também ajuda. No entanto, é consideravelmente mais barato que um GTO (um Testa Rossa pode ser comprado por 10 milhões de euros, que são uns trocos para os comuns mortais…). Suspeito que esta paridade entre o Testa Rossa e o GTO se deva principalmente ao facto de ambos terem corrido e vencido Le Mans.

Comprava um? Sim. Assim que me saísse o Euromilhões.

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Manel Gabirra

Estudante da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no Curso de Línguas, Literaturas e Culturas. Grande apaixonado por automobilismo e política.

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