Bem-EstarLifestyle

O Que Os Outros Pensam

Conviver com as pessoas implica ter em conta o que as elas pensam, já que isso ilustra a sua personalidade, mostra um pouco do que a pessoa é, e permite-nos perceber as coisas de uma perceção diferente, que, à partida, cada um de nós tem. A diversidade de pensamentos é importante e existe ao nosso redor, o que nos leva a concluir que agradar a todos é, de facto, uma tarefa impossível e, além disso, não deve ser uma prioridade nossa.

Quando nos preocupamos de tal forma com o que os outros pensam, estamos a desperdiçar a nossa capacidade de decisão, os nossos sonhos e objetivos, as nossas experiências e a nossa incrível individualidade, aquilo que nos torna tão únicos.

Ainda que muitas vezes não seja intencional, preocupar-se demasiado com o que os outros pensam é um dos hábitos que faz parte do quotidiano de muitos de nós. Mais do que realmente desejávamos. Isso acontece por inúmeras razões, mas, acima de tudo, porque temos medo da rejeição, falta de apoio e desintegração.

No entanto, apesar de ser importante ouvir os outros e estar aberto a novas formas de ver o mundo, o mesmo não se deve aplicar tão fielmente quando falamos da nossa vida ou daquilo que fazemos. As pessoas têm as suas opiniões e aquilo que pensam é um reflexo de quem são. Cada um de nós age e projeta aquilo que é no exterior. Isso inclui os seus erros, experiências, sucessos, personalidade e as “limitações” que criam para si. Assim, se cada um tem opiniões conforme a pessoa que é, por que nos preocupamos tanto com o que possam pensar de nós? Além disso, as pessoas não pensam tanto no que fazemos como julgamos.

As sugestões e histórias de quem já passou pelo mesmo podem ser-nos úteis, mas, no final, cada de um de nós tem o seu próprio caminho a percorrer. As opiniões dos outros podem até ser válidas, mas aplicam-se sobretudo às circunstâncias que eles conhecem e das quais têm consciência, àquilo em que acreditam, e às coisas nas quais têm interesse.

E se devemos aprender com os erros dos outros, devemos também ter a liberdade de tomar as nossas próprias decisões e acarretar as suas consequências, sejam elas boas ou más. Devemos ser capazes de pensar por nós, agir em direção aos nossos objetivos, fazer o que quisermos. Porque, no final, a vida é nossa e aquilo que gostamos e queremos fazer só a nós nos compete decidir e aprovar.

Tags
Show More

Beatriz Guerra

Apaixonada por escrever, ler e viajar. Adoro ouvir histórias de vida e histórias de sucesso. Interesso-me, igualmente, por temas como: bem-estar e estilos de vida, desenvolvimento pessoal, viagens, cultura, idiomas e sociedade.

Related Articles

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker
%d bloggers like this: