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CulturaMúsica

O meu Êxito não é Meu

Grandes êxitos musicais conhecidos do grande público são covers, regravações de temas de outros artistas. Graças a esta forma de maquilhar e dar uma outra roupagem às músicas previamente gravadas e mais ou menos conhecidas, muito material discográfico conheceu a luz do dia.

Este fenómeno existe desde sempre, pelo menos desde que se produz música. No entanto, hoje em dia e através do YouTube assistimos a uma proliferação do mesmo, que serve para catapultar carreiras, umas vezes para níveis estratosféricos, outras para “afundar” sonhos e expectativas.

Por vezes, as covers servem para prestar homenagem a determinado artista, outras como rampa de lançamento e relançamento de carreiras. Pegar num tema previamente editado requer uma certa responsabilidade por parte do novo intérprete, que, às vezes, é completamente ignorada, tornando uma música numa desarmonia mal transvestida. Em muitos casos, porém, não se trata apenas de regravar, ou recantar uma música que o público conhece. Existem exemplos de artistas que imprimem o seu cunho pessoal, artistas que se apoderam das músicas. Um excelente exemplo é o da grande voz de Aretha Franklin e o tema Respect, que originalmente pertencia a Otis Redding, que chegou a dizer: “Perdi a minha canção. Aquela miúda tirou isso de mim. Para além de cantar da forma que apenas ela sabe, Aretha alterou ainda parte da letra.

Este ano nos Óscares, foi vez de homenagear o Feiticeiro de Oz e volvidos 75 anos da interpretação de Over the Rainbow por Judy Galard. Esta canção é muito conhecida, todos nós já a ouvimos e cantámos e, assim como diversos cantores, muitos de nós temos presente a versão de Israel Kamakawiwo’ole, que conseguiu mais de um milhão de visualizações e tocou em várias estações de rádio por esse mundo fora. No entanto, a versão de Over the Rainbow que tira a respiração de quem a ouve é a da malograda Eva Cassidy. Simplesmente sublime a forma como ela interpreta a música, tornando-a sua. A artista partiu cedo, mas deixou-nos esta versão portentosa.

Todos nós nos lembramos da artista irlandesa careca a cantar de forma emotiva no vídeo de 1990 Nothing Compares 2 U. Sinnead O’connor de seu nome, tornou-se desta forma internacionalmente conhecida graças ao hit escrito pelo prodígio de 1,58m Prince. O que poucos sabem é que esta música foi gravada pelos The Family antes de Sinnead O’connor a cantar.

Bob Dylan é o homem por de trás de diversos êxitos, nomeadamente All along the Watchtower, mas foi um ano depois de ser cantada e editada no álbum John Wesley Harding de Dylan, que magia e mestria de Jimi Hendrix transformou este tema numa das melhores músicas alguma vez editadas.

Uma das bandas mais aclamadas de todos os tempos detêm o recorde da música mais vezes interpretadas de sempre. Em 1963, o quarteto de Liverpool mais famoso da história da Música pôs o mundo inteiro a gritar ao som de Twist and Shout, que se tornou numa das canções mais populares dos The Beatles, mas que foi originalmente cantada pelos não tão conhecidos The Top Notes.

Se eu te cantar “If I…”, certamente serás capaz de começar a cantar a música de Dolly Parton, I will Always love You, que fez parte da banda sonora do filme O Guarda-Costas e que faz parte do vasto repertório de Whitney Huston, que de forma magistral a cantou e a milhões encantou. Tal como acontece com esta cantora, todos nós temos saudades de Johnny Cash e da sua voz. A sua carreira contou com vários êxitos, muitos deles covers, mas, antes de nos deixar cantou uma música dos Nine Inch Nails, Hurt, de uma forma espetacular e cheia de alma.

Girls just Wanna have Fun é um hino à alegria e foi também um trampolim na carreira de Cindy Lauper. Esta canção fazia parte de uma demo de Robert Hazard e nunca foi editada pelo mesmo. Foi através da excentricidade da cantora de Nova Iorque que esta música veio ao mundo. Excentricidade essa que também poderia ser usada para definir Curt Cobain, que, no programa MTV Unplugged, fez uma das suas últimas actuações. De uma forma áspera, sentida e bela, os Nirvana presentearam os fãs interpretando The Man who sold the World de David Bowie, que havia sido gravado na década de 70.

Pearl é o nome do álbum póstumo de Janis Joplin, um álbum que entrou directamente nos Tops de todo o mundo, atingindo o primeiro lugar do pódio. O tema que marcou este disco foi Me and Bobby Mcgee, escrito e cantado por Kris Kristofferson, que é também o compositor de vários sucessos das décadas de 60 e 70.

Quando Britney Spears apareceu vestida de cabedal, roçando-se numa mota e, no chão do vídeo, foram muitos os que se recordaram de Joan Jett e do multiplatinado single que ocupou, durante 7 semanas, o Top norte-americano, no ano de 1981. A verdade do estrondoso I Love Rock and Roll é que esta versão é também uma versão da música criada e cantada em 1975 pela banda britânica Arrows.

São milhares as covers feitas ao longo do tempo, todos os dias são feitas novas versões de músicas e assim continuará no futuro. Todos nós agradecemos e o universo da música crescerá e irá desenvolver-se, deixando apenas a questão no ar: Qual será a próxima versão que se tornará o próximo “big hit“?

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Marguerita Harris de Pina

Nasci no final da década de 80 e o meu nome é composto por 10 letras. Sou apaixonada por bicicletas, música e desporto. Gosto de livros e de conversar

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