Desporto

O Lado Solidário do Desporto

Após o abalo que devastou o Nepal no passado dia 25 de Abril, veio a público que Cristiano Ronaldo fez uma doação à Save the Children, no valor de 7 milhões de euros, uma notícia que foi desmentida pela organização num comunicado. Apesar do desmentido à notícia, Cristiano Ronaldo já provou inúmeras vezes que é um homem solidário. Por várias vezes, contribuiu para várias causas, aproveitando a sua imagem e visibilidade mediática, para incentivar os seus milhões de seguidores a passarem à acção. Em 2013, quando soube que 1 em 7 crianças vai dormir com fome, o melhor jogador do mundo deu o pontapé de saída para promover o combate à fome, má nutrição e pobreza infantil, tornando-se assim embaixador da Save the Children para a Fome e Nutrição. O mundo ficou emocionado, quando o número 7 do Real Madrid, a pedido da família de uma criança de 10 meses, doou umas chuteiras e uma camisola para um leilão, com o objectivo de pagar uma operação. Cristiano não só doou os objectos, como pagou a operação no valor de 73 mil euros. Estas são duas das mais conhecidas histórias do lado humano da máquina de fazer golos, que neste momento está envolvido nas seguintes organizações: UNICEF, World Vision, Cahonas Scotland, Aid Still Required, entre outras.

O número 7 é um número bastante popular no futebol. É principalmente especial no Manchester United, onde foi usado por George Best, Bryan Robson, Eric Cantona, Cristiano Ronaldo e David Beckham. O recém-retirado médio é uma lenda do futebol e fora das quatro linhas tem assistido a inúmeras causas. É embaixador da UNICEF, onde tem trabalhado na luta contra o VIH/SIDA, através do programa Unite Against AIDS Campaign. O seu apoio a organizações estende-se à Cruz Vermelha, Malaria No More, National Society for the Prevention of Cruelty to Children, Elton John Aids Foundation e a sua própria organização, a Victoria and David Beckham Charitable Trust.

Durante muitos anos, David Beckham mostrou-se uma pessoa consciente do mundo ao seu redor e das grandes adversidades e desigualdades enfrentadas por milhões de pessoas, principalmente as crianças. Sabendo o potencial e valor da sua imagem, tem jogado com esse trunfo, conseguindo angariar milhões de euros a favor de grandes causas.

Em 2003, a vencedora do Open da Austrália deste ano foi reconhecida com o Celebrity Role Model Award da Avon Foundation pelo trabalho desenvolvido na luta contra o Cancro da Mama, mas também é conhecida pelo envolvimento em causas relacionadas com jovens em situação de risco.

O número 1 do ranking do WTA, Serena Williams, é também embaixadora da boa vontade da UNICEF e tem advogado pela Educação em países em desenvolvimento, através da Build African Schools, a Scary Spice do Ténis ajudou à construção de escolas no continente africano. Inserido nos desafios do Milénio, no ano de 2010, usou esta questão para o desafio de conseguir promover a construção de escolas no continente asiático, até ao ano de 2015, onde cerca de 26 milhões de crianças são marginalizadas e não têm acesso à educação. Entre estas causas, a Momma Smash tem dedicado tempo e alguns milhões à World Education, Small Steps Project, Common Ground Foundation.

Em 2010, o mundo da NBA foi apanhado de surpresa com o The Decision, um especial televisivo com LeBron James, o rookie do ano de 2003, que anunciou que na temporada seguinte trocaria os Cleveland Cavaliers pelos Miami Heat. A polémica foi muita, mas por detrás deste gesto estava algo maior: o valor da transmissão desta entrevista, 2.5 milhões de dólares, que foram doados para a Boys & Girls Clubs of America. Para além deste valor, foram somados mais 3.5 milhões de dólares, através de receitas publicitárias que foram divididos por diferentes organizações e causas.

O King James é um MVP dentro e fora de quatro linhas e tem dado o seu contributo à After-School All-Stars, Children Defense Fund, ONEXONE e a LeBron James Family Foundation, que promove a educação e actividades extra-curriculares como forma de consciencializar sobre o saudável desenvolvimento de crianças e jovens adultos.

A Tiger Wood Foundation começou o seu trabalho em 1996, desde então, esta organização tem conseguido criar impacto na vida de milhões de jovens pelo mundo, através de oportunidades criadas no âmbito de experiências únicas e a promoção da educação. Neste campo, Tiger Woods tem feito um match-play perfeito, somando pontos em cada tacada dada em nome da capacitação de jovens que pretendem agarrar um futuro pela educação. É também na música que Woods conseguiu angariar mais de 14 milhões de dólares, desde 1998, e através do Tiger Jam. Um evento anual que já contou com a participação de inúmeros artistas. Outras organizações que contam com o apoio de Tiger Woods: Caddy for a Cure, Rainforest Foundation e Shriners Hospitals for Children.

Aos 25 anos de idade, o rei do Tour de France foi diagnosticado com cancro testicular, que se alastrou para o cérebro, pulmões e abdómen. Lance Armstrong submeteu-se a um tratamento intensivo e venceu a doença. No ano de 1997, criou a Lance Armstrong Foundation, porque, quando travava a sua batalha pessoal contra a doença, conheceu a realidade de milhares de pessoas e a falta de apoio que encontram. Desde então, já conseguiu angariar mais de 500 milhões de dólares para a instituição, que, em 2004, mudou de nome, tornando-se na marca LiveStrong, muito conhecida pelas pulseiras amarelas, a cor que o Big Tex vestiu várias vezes, ao longo da sua carreira. Paralelamente, o Le Boss apoia outras organizações: Stand Up To Cancer, Buoniconti Fund To Cure Paralysis, US Doctors for Africa e a Tony Hawk Foundation.

Muitos já tiveram a oportunidade de vestir a pele de Tony Hawk, nos videojogos. Na vida real, aquele que é considerado um dos mais influentes e pioneiros atletas de Skateboard vertical é muito mais do que um homem sem vertigens. O Birdman está activamente envolvido em várias causas e instituições, nomeadamente na Tony Hawk Foundation, que, através da criação de parques para a prática do desporto, ajuda crianças e jovens menos favorecidos nos Estados Unidos da América, Afeganistão, Cambójia e África do Sul. Tem também dado o seu contributo junto de organizações como a Cystic Fibrosis Foundation, Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation, Jeff Gordon Children’s Foundation e Mia Hamm Foundation.

A solidariedade desportiva vai para lá das organizações e dos milhões angariados para causas. A influência que um desportista tem não tem preço e é usando esse estatuto que muitos têm conseguido consciencializar o mundo para realidades por vezes desconhecidas pela maioria, salvar vidas, ou apenas para rasgar um sorriso no rosto de alguém que sofre. O clássico exemplo é o de Muhammad Ali, que, em 1990, ajudou à libertação de 14 reféns americanos no Iraque. Durante vários anos, dedicou o seu tempo a visitar hospitais e foi também mensageiro de paz das Nações Unidas.

No desporto, seja em que modalidade for, existe o espírito solidário, o de retribuição por aquilo que é conseguido pelo atleta.

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Marguerita Harris de Pina

Nasci no final da década de 80 e o meu nome é composto por 10 letras. Sou apaixonada por bicicletas, música e desporto. Gosto de livros e de conversar

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