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O lado negro da fama

Luzes, câmara, acção! Por detrás deste mote, que faz a grande máquina de Hollywood girar, existe um submundo obscuro, onde as luzes e os holofotes não chegam. Por detrás da fama, reconhecimento e uma vida repleta de regalias existe o submundo das drogas que destrói as jovens estrelas em ascensão, lançando-os numa espiral de autodestruição.

Recentemente, com a morte precoce de um dos actores principais da série norte-americana, Glee, Cory Monteith, aos 31 anos, vítima de dependência de álcool e heroína, o foco sobre a forma como Hollywood mastiga e consome as suas “estrelas” voltou a estar em destaque. Apesar de Cory já apresentar um historial de abusos anterior ao sucesso alcançado com a série Glee – o actor confessou, numa entrevista, em 2012, que começou a consumir drogas aos 12 anos – a pressão que se vive no mundo das celebridades potencia estes comportamentos de risco.

Tão natural como o acto de respirar, as substâncias ilegais circulam de uma forma livre e fácil nas inúmeras festas glamorosas de Hollywood, que habitam o imaginário de milhões de fãs. O consumo de drogas neste mundo é quase mais regra do que a excepção, levando a que vários artistas recorram a clínicas de reabilitação, na tentativa de acabar com o vício, e nas jovens celebridades esta questão, por vezes, assume proporções catastróficas.

Kurt Colbain, Amy Winehouse, Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix são alguns dos artistas que sucumbiram vítimas da dependência de álcool ou drogas, naquilo que muitos já chamam “A Maldição dos 27 anos”. Para além da idade, todos estes artistas tinham em comum o sucesso mundial alcançado que no final lhes custou a vida. O constante assédio dos media, que documentam todos os momentos das celebridades, e a quase obrigatoriedade de se apresentarem como modelos de perfeição, para outros jovens da mesma idade tornou impossível que estes artistas vivessem uma vida normal.

Crescer sobre os holofotes e não poder errar sem que o mundo tome conhecimento, como no caso de Britney Spears ou Lindsqy Lohan, que conheceram a fama quando ainda eram crianças, transformou as suas vidas num espectáculo que a sociedade consome e assiste, diariamente, ansiosa pelo próximo capítulo. Em Hollywood a pressão obriga a viver no limite e o público da imprensa cor-de-rosa, que compra desenfreadamente,  contribui para que esta máquina continue a fazer vítimas.

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Estela Tavares

Sem dúvida, que a comunicação é uma paixão inegável e que me define como pessoa, por isso, a licenciatura em jornalismo, na Escola Superior de Comunicação Social foi um passo natural. Poder escrever sobre o mundo, que nas suas múltiplas manifestações nos fornece a matéria-prima, que nos rodeia é um privilégio.
Quanto a mim, os vícios por porta-chaves, sapatos e o Nadal (um grande tenista) são algumas das características, que segundo os meus amigos me conferem uma loucura q.b

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